Feminicídio e estupro: mais de 10 homens são presos por crimes contra mulheres durante operação em MT
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Feminicídio e estupro: mais de 10 homens são presos por crimes contra mulheres durante operação em MT

Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, em Cuiabá Polícia Judiciária Civil Doze homens foram presos por crimes contra mulheres durante a Operação Lilás, realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso em diversas regiões do estado. O balanço, divulgado nesta sexta-feira (27), reúne prisões de suspeitos procurados por delitos graves, como feminicídio, estupro de vulnerável, ameaça, furto e lesão corporal. A polícia informou que as diligências realizadas ao longo do mês buscaram reforçar a segurança de mulheres vítimas de violência, retirando de circulação suspeitos e prevenindo novos crimes, especialmente em ambientes onde as vítimas deveriam estar protegidas. Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça A ação foi coordenada pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas e teve como objetivo cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça contra suspeitos de violência doméstica e familiar. De acordo com a Polícia Interestadual (Polinter), o trabalho de localização e prisão de outros suspeitos deve continuar nos próximos meses, como parte do esforço para fortalecer a rede de proteção às mulheres e garantir a responsabilização dos autores desses crimes. Segundo a Polícia Civil, os alvos da operação eram considerados foragidos e estavam sendo procurados por envolvimento em delitos graves. A Operação Lilás faz referência ao Dia Internacional da Mulher e integra uma série de ações voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Brasil tem mais de 300 condenados ou suspeitos de feminicídio procurados pela Justiça LEIA MAIS: Histórico de ameaças e violência doméstica: o que os feminicídios registrados em MT têm em comum Entre agressão e sobrevivência: mais de 18 mil mulheres em MT pediram medida protetiva em 2025 Quem são os 18 foragidos da Justiça por feminicídio em MT Como pedir ajuda? Interface do aplicativo 'SOS Mulher MT' Reprodução O aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva. O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências. O que é a Lei Maria da Penha A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher. O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos: Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas. Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição. Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição. Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia. Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros. O que é medida protetiva? As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família. Quem pode solicitar? Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão. Como solicitar medida protetiva? A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.

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