Acusado de chefiar esquema milionário de fraude contra a Caixa se entrega à PF em SP | Collector
Acusado de chefiar esquema milionário de fraude contra a Caixa se entrega à PF em SP
Jornal O Globo

Acusado de chefiar esquema milionário de fraude contra a Caixa se entrega à PF em SP

Apontado como o mentor de um sofisticado esquema de fraudes bancárias que movimentou ao menos R$ 47 milhões, o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, foi preso após se apresentar à Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (27). Conhecido pelo apelido de "Ralado", ele compareceu à delegacia de Piracicaba, no interior paulista, após dois dias na condição de foragido. Leia mais: Soldada teve transferência ao TJ confirmada horas antes de ser morta; marido criticava 'nova postura' Veja também: Cientista suspeita de furtar laboratório na Unicamp tem empresa que produz vírus transgênicos A rendição encerra uma etapa crucial da Operação Fallax, deflagrada na última quarta-feira (25). Além de Thiago, sua esposa, Glaucia Juliana de Azevedo, e seu cunhado, Julio Ricardo Iglesias Oriolo, também se apresentaram às autoridades. O trio era alvo de mandados de prisão que não puderam ser cumpridos inicialmente em suas residências nas cidades de Americana e Santa Bárbara d’Oeste. As investigações da PF traçam o perfil do empresário como um articulador habilidoso e de hábitos extravagantes. Thiago Azevedo é acusado de chefiar uma estrutura nacional dedicada a lesar a Caixa Econômica Federal. Segundo o delegado Henrique Souza Guimarães, "Ralado" não apenas coordenava a criação de empresas de fachada e a captação de "laranjas", mas também gerenciava a lavagem de dinheiro para uma facção criminosa paulista. Nas redes sociais, o suspeito exibia uma rotina de luxo, com vídeos pilotando carros de alto padrão em alta velocidade e registros de festas particulares com a presença de cantores sertanejos famosos, cujas identidades permanecem sob sigilo. Segundo as investigações, o esquema operava por meio de três pilares principais: corrupção ativa, através da cooptação de gerentes da Caixa para facilitar as operações; falsificação de documentos, com orientação rigorosa na montagem de cadastros para obter créditos indevidos; e lavagem de dinheiro, via pessoas jurídicas fictícias usadas para dispersar os valores desviados. Desfecho Judicial Após os depoimentos colhidos nesta manhã, a 1ª Vara Federal de Piracicaba homologou as prisões em audiência de custódia. O destino dos detidos já foi definido: Thiago e o cunhado, Julio, foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba. Já Glaucia foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu. A Operação Fallax segue analisando o material apreendido nos 43 mandados de busca realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, buscando identificar outros integrantes da rede e recuperar os ativos desviados da instituição financeira.

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