Revista Oeste
A guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã completa quatro semanas com um cenário de vitórias militares declaradas e danos severos à economia mundial. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, mencione diálogos para encerrar as hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro, o Pentágono mantém o envio de milhares de tropas ao Oriente Médio e não há perspectiva de fim para o conflito. O governo norte-americano descreve a operação como um sucesso absoluto, por ter eliminado o Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei, e desmantelado a marinha e as defesas de mísseis iranianas. O contra-ataque de Teerã, no entanto, gera efeitos globais imediatos. O uso de mísseis e drones de baixo custo estabeleceu um bloqueio efetivo no Estreito de Ormuz, rota por onde circulava 20% do petróleo mundial. O cerco interrompe o fluxo de 8 milhões de barris por dia e já provocou uma alta de 75% no preço do óleo bruto americano desde o início do ano. Além da energia, o custo de fertilizantes dobrou, ameaçando o abastecimento global de alimentos. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste No campo diplomático, as versões são contraditórias. Trump afirma que as negociações vão muito bem e estendeu o prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz até 6 de abril. Contudo, próprio governo iraniano nega a existência de reuniões. Washington enviou uma proposta de paz de 15 pontos por meio do Paquistão, mas o Irã respondeu com muitas exigências, mantendo o impasse político. Guerra no Irã gera crise humanitária Os impactos civis da guerra somam mais de 3 mil mortos e a destruição de 82 mil edifícios no Irã, incluindo hospitais. Em Teerã, a população enfrenta bombardeios diários e o endurecimento do regime sob o comando de Mojtaba Khamenei, filho do líder morto. A ascensão do novo herdeiro permitiu que a Guarda Revolucionária consolidasse o controle interno, contrariando expectativas de um colapso imediato do governo. https://youtu.be/z7OX7Ev4eGQ?si=Ut3HVJtVVIYUcld0 A instabilidade se expande para os países vizinhos. Israel intensificou ataques no Líbano contra o grupo terrorista Hezbollah, o que já provocou o deslocamento de 1 milhão de pessoas, incluindo 300 mil crianças. Já no Iêmen, o grupo Houthi disparou mísseis contra Israel pela primeira vez neste sábado, sinalizando a entrada oficial de novos aliados de Teerã no conflito. O movimento ameaça também o tráfego naval no Mar Vermelho. Leia também: "Houthis do Iêmen fazem primeiro ataque a Israel desde o começo da guerra contra o Irã" Atualmente, cerca de 2,5 mil embarcações permanecem retidas no Golfo Pérsico devido ao bloqueio. Especialistas alertam que, mesmo se o conflito terminasse imediatamente, a escassez de recursos e a inflação já estão consolidadas no mercado internacional. O post Conflito dos EUA e Israel contra Irã completa 1 mês e gera impasse militar e crise econômica global apareceu primeiro em Revista Oeste .
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