Grupos comunistas financiam os protestos nos EUA, afirma Fox News
Revista Oeste

Grupos comunistas financiam os protestos nos EUA, afirma Fox News

Uma rede composta por cerca de 500 grupos ativistas, cuja receita anual conjunta chega a US$ 3 bilhões, está articulando o protesto nacional “No Kings” neste sábado, 28, informou a Fox Digital News. Entre os envolvidos estão organizações comunistas que aproveitam o evento para defender uma “revolução”. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Em St. Paul, Minnesota, a ONG Indivisible, tem atuação nacional na defesa política democrata e é financiada pelo bilionário George Soros, é a principal coordenadora do protesto. A reportagem da Fox também identificou a ação de organizações socialistas e comunistas radicais financiadas por Neville Roy Singham, empresário de tecnologia dos Estados Unidos e comunista declarado que reside na China. Nos últimos anos, Singham destinou recursos a entidades ativistas que promovem pautas socialistas e atuam em campanhas de protesto. Entre elas estão o Fórum Popular de Nova York, o Partido pelo Socialismo e Libertação, a Coalizão Answer e o CodePink, cofundado por Jodie Evans, mulher de Singham. Essas instituições colaboram com a Organização Socialista Freedom Road. Todas estão enviando membros para os protestos, e um grupo afirmou que planeja levar uma mensagem de "revolução" aos protestos. Na noite da última sexta-feira, 27, na região central de Minneapolis, ativistas do Partido pelo Socialismo e Libertação das Twin Cities carregaram um veículo com cartazes vermelhos preparados na Dream Shop para a manifestação em St. Paul. Os cartazes exibiam frases como “NÃO A REIS. NÃO À GUERRA.” e destacavam o nome do partido organizador. Mobilizações em diferentes cidades dos EUA Preparativos semelhantes ocorreram em diferentes cidades. Segundo a Fox, militantes socialistas, comunistas e marxistas vinculados à rede Singham divulgaram a intenção de usar o protesto para promover uma organização revolucionária. Em Nova York, o Fórum Popular convocou membros para o No Kings, depois de enviar americanos a Cuba para defender a ditadura comunista de Miguel Díaz-Canel. Em Washington, D.C., o Partido pelo Socialismo e Libertação pediu a presença de apoiadores em um “Contingente Socialista”. Já em Grand Rapids, Michigan, a Freedom Road Socialist Organization orientou militantes a se encontrarem no palco do Rosa Parks Circle ao meio-dia para o chamado “Contingente Anti-Trump”. O grupo já liderou manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis e usa, em sua comunicação, símbolos associados ao Hamas, como triângulo invertido. + Trump ironiza protesto da esquerda com vídeo No Instagram, o grupo postou a seguinte mensagem: "As pessoas em todos os lugares estão se tornando cada vez mais hostis à agenda de Trump e mais simpáticas à revolução. Agora não é hora de ficar de braços cruzados, é hora de sair e se juntar ao povo, levar nossa mensagem revolucionária até eles e transformar um dia de protesto em conquistas de longo prazo para os movimentos populares." Em 26 de março, postou uma mensagem de apoio ao ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso nos EUA desde janeiro. A ONG disse que o "presidente venezuelano" foi "sequestrado", que enfrenta "falsas acusações" de tráfico de drogas, e finaliza: "Exigimos sua libertação imediata." https://twitter.com/freedomroadorg/status/2037152352600289701 Outros comunicados em redes sociais explicavam a mobilização socialista. “É hora de sair e nos juntar ao povo, levar nossa mensagem revolucionária até eles e transformar um dia de protesto em conquistas de longo prazo para o movimento popular”. Referências ideológicas e organização dos contingentes Em Detroit, militantes da Anakbayan, organização alinhada ao comunismo nas Filipinas, uniram-se a outros grupos da rede Singham. Em Denver, postagens de ativistas da Freedom Road incluíam referências ao Coral do Exército Vermelho, ao simbolismo soviético e a líderes como Joseph Stalin e Mao Tse-tung. No Maine, a seção local do Partido pelo Socialismo e Libertação, em parceria com membros dos Socialistas Democráticos da América e da Coalizão Answer, organizou o chamado “Contingente Esquerdista Unificado”. O grupo se reuniu no canto sudoeste do Montgomery Park, com a proposta de enfrentar “imperialismo, capitalismo e violência estatal”. + Protestos contestam governo Trump em diversas cidades dos EUA Em comunicado, o coletivo declarou que "esses sistemas não caem sem pressão". "Estamos aqui para nos organizar, desestabilizar e construir poder para conquistar algo novo.” A orientação da rede para o movimento No Kings segue a retórica de Singham, que classifica os Estados Unidos como “fascismo” e propõe táticas inspiradas na doutrina de Mao Tsé-Tung, o líder da revolução comunista chinesa, sobre “Guerra Popular”, sugerindo infiltração de movimentos revolucionários em lutas políticas amplas para radicalizá-las. Radicalização e infiltração Especialistas apontam que essa estratégia explica a presença de grupos socialistas em manifestações promovidas por organizações progressistas tradicionais. Segundo eles, protestos de grande porte geram visibilidade e permitem que movimentos menores divulguem suas mensagens e recrutem novos militantes. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por CODEPINK (@codepinkalert) O CodePink relacionou os protestos a pautas anti-imperialistas, convocando manifestações em cidades como Washington, D.C., Los Angeles, Chicago, São Francisco e Nova York, e associando os atos à oposição à política externa dos Estados Unidos em relação ao Irã, Cuba, Venezuela e Palestina. O grupo também expressou apoio recente aos ditadores Nicolás Maduro, Ali Khomeini e Xi Jinping. O post Grupos comunistas financiam os protestos nos EUA, afirma Fox News apareceu primeiro em Revista Oeste .

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