Cecília Malan lança livro com relatos de mães de diferentes regiões do Brasil
Jornal O Globo

Cecília Malan lança livro com relatos de mães de diferentes regiões do Brasil

Há dois anos, quando Cecília Malan postou um clique da produtora Branca Lessa de Sá, estava certa de que dividia com meio milhão de seguidores apenas uma “imagem furtiva, resumo do nosso dia”. Ela aparece de costas, em passagem para o “Bom Dia Brasil”, com sua filha, Olimpia, então com 4 anos e meio, que abraça as pernas da mãe. Por instinto, enquanto discorria ao vivo sobre guerras, violência e mortes, a correspondente da TV Globo em Londres a acarinha de volta. Pelo ato afetuoso, recebeu centenas de comentários e mensagens. “Foi comovente. Mães do Brasil inteiro mandaram fotos no trabalho com seus filhos. Enfermeiras no hospital, caixas de supermercado, CEOs em reunião. Nenhuma de nós estava sozinha”, diz a jornalista de 42 anos. Os contatos viraram grupo de WhatsApp e agora seu primeiro livro. “Eu & elas” (Record) reúne o depoimento de 21 mulheres entrevistadas por Cecília, que reforçam a inexistência da “mãe padrão”. Entre elas, a advogada Beatriz Haidamak, de 26 anos, de Apucarana (PR), a Bia, indecisa sobre abraçar a maternidade após testemunhar o tamanho da dedicação da avó e da mãe. E a gerente de produtos digitais Kiese Quiavauca, a Kiki, 33, carioca de Del Castilho, que engravidou na mesma época que Cecília. Ela via a jornalista na TV e pensava: “Ela também tá grávida e trabalhando. Está tudo bem”. A mãe de Maju e Miguel é direta ao questionar sobre ter de ser a melhor no trabalho e também para os filhos: “Cadê o tempo para ser a melhor para você?”, pergunta, no livro. À esquerda, Bia com a avó Guinoefa e a mãe, Tereza. À direita, a gerente de produtos digitais Kiki com seus filhos, Maju e Miguel. Divulgação “As protagonistas são mulheres, mas não escrevi um livro contra os homens. Desejo que os leitores saiam com mais empatia, compreensão e compaixão por nós”, diz Cecília. E menos julgamento, inclusive, entre entre as mães. “É para suavizar as expectativas, já que nos colocam pressões desnecessárias e inconvenientes.” Dezenove das 21 coautoras do livro se encontrarão em um almoço, no dia 9, pouco antes do lançamento carioca, na Travessa do Leblon. Vai ter choro e risada.

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