Petista condenado pela Lava Jato participa de solenidade na PF
Revista Oeste

Petista condenado pela Lava Jato participa de solenidade na PF

Condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados André Vargas (PT) voltou a se movimentar politicamente. Depois de passar mais de três anos preso, ele afirma ter sido vítima de uma “emboscada criminosa” e diz estar pronto para retornar ao Congresso. Vargas tem ampliado a presença em eventos oficiais no Paraná, com apoio de aliados do Partido dos Trabalhadores e proximidade com o governo Luiz Inácio Lula da Silva , que facilita convites e agendas públicas. Na sexta-feira 27, o ex-deputado participou de compromissos em Maringá. Ele esteve na inauguração da base aérea da Polícia Federal ao lado de Gleisi Hoffmann, Zeca Dirceu, Enio Verri e Mário Verri. Depois, Vargas seguiu para um Centro de Tradições Gaúchas (CTG), onde participou da entrega de 27 caminhões voltados à coleta seletiva e à estruturação de unidades de reciclagem, novamente ao lado dos aliados. Atualmente secretário-geral do PT no Paraná, Vargas usa o cargo como base para reconstruir sua trajetória política e tentar viabilizar uma volta ao Parlamento. A prisão de André Vargas na Lava Jato Ex-deputado federal André Vargas chegou a ser vice-presidente da Câmara, mas foi preso em 2015 | Foto: Reprodução A trajetória de André Vargas foi interrompida no auge da Operação Lava Jato. Em abril de 2015, ele foi preso pela Polícia Federal na 11ª fase da operação, que investigava esquemas de corrupção envolvendo contratos públicos e operadores financeiros ligados ao doleiro Alberto Youssef. Antes da prisão, Vargas já havia sido cassado pela Câmara, em dezembro de 2014, por quebra de decoro parlamentar, depois de vir à tona sua atuação em favor de interesses de Youssef dentro do Ministério da Saúde, além do uso de um jatinho pago pelo doleiro. Segundo as investigações, o ex-deputado participou de um esquema de recebimento de propina por meio de empresas de fachada, utilizadas para simular prestação de serviços e lavar dinheiro oriundo de contratos com órgãos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o próprio Ministério da Saúde. Condenado pelo então juiz Sergio Moro a 14 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Vargas teve a prisão preventiva mantida sob o argumento de risco à ordem pública e continuidade das práticas criminosas. Ao todo, ele permaneceu preso por mais de três anos e foi alvo de diferentes condenações no âmbito da Lava Jato, incluindo novos processos por lavagem de dinheiro relacionados à ocultação de bens e valores ilícitos. + Leia mais notícias de Política em Oeste O post Petista condenado pela Lava Jato participa de solenidade na PF apareceu primeiro em Revista Oeste .

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