Bruce Springsteen toca música de protesto em ato contra Trump; veja apresentação
Jornal O Globo

Bruce Springsteen toca música de protesto em ato contra Trump; veja apresentação

Bruce Springsteen apresentou a canção de protesto "Streets of Minneapolis" durante um ato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último sábado (28), em Saint Paul, Minnesota. O estado norte-americano foi palco de portestos e de violência no início deste ano devido às ações truculentas das equipes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), com duas mortes de civis. 'Sem Reis': Protestos contra o governo Trump reúnem oito milhões de pessoas nos EUA; veja fotos 'Nossas forças estão aguardando': Presidente do Parlamento do Irã acusa os EUA de preparar ofensiva terrestre A apresentação de Springsteen ocorreu após discurso do governador Tim Walz, que chamou Trump de "aspirante a ditador". Em seguida, o cantor, de 76 anos, subiu ao palco na sede do governo estadual e se dirigiu ao público. "No último inverno, tropas federais trouxeram morte e terror para as ruas de Minneapolis", disse o músico. "Bem, eles escolheram a cidade errada. A força e a solidariedade do povo de Minneapolis e de Minnesota foram uma inspiração para todo o país." Ele falou sobre as vítimas fatais de agentes do ICE. Renee Nicole Good e Alex Jeffrey Pretti foram assassinados a tiros, num intervalo de menos de 20 dias, em ações contestadas pelas famílias e por órgãos locais do governo, em contra ponto às autoridades federais, a quem o serviço especial responde. "Vocês nos deram esperança, nos deram coragem, também para aqueles que deram suas vidas, Renee Good, mãe de três filhos, brutalmente assassinada; Alex Pretti, enfermeiro do Departamento de Assuntos de Veteranos, executado pelo ICE, baleado pelas costas e deixado para morrer na rua sem nem sequer a decência de nosso governo sem lei investigar suas mortes. Seu sacrifício e seus nomes não serão esquecidos", disse Bruce Springsteen. 'Horror profundo': ONU cobra investigação rápida dos EUA sobre ataque a escola iraniana Em janeiro, o cantor lançou a canção de protesto "Streets of Minneapolis" depois da morte de Alex Pretti. O enfermeiro foi assassinado a tiros por agentes federais enquanto registrava em seu celular uma operação de combate a imigração irregular em Minneapolis. "Os capangas federais de Trump o espancaram/ No rosto e no peito/ Então ouvimos os tiros/ E Alex Pretti jazia morto na neve", diz um trecho da música disponível nas plataformas de streaming. "Oh, nossa Minneapolis, ouço a sua voz/ Chorando em meio à névoa sangrenta/ Vamos nos lembrar dos nomes daqueles que morreram/ Nas ruas de Minneapolis", afirma o refrão deste single. Em sua apresentação no sábado, Springsteen destacou a resiliência da população frente às ações do ICE e do governo Trump. "Sua força e seu comprometimento nos mostraram que isto ainda é a América, e esse pesadelo reacionário e essas invasões de cidades americanas não serão tolerados", afirmou. Nesta semana, em entrevista à Variety, Bruce Springsteen falou sobre suas posições políticas, inclusive críticas abertas a Donald Trump. Ele se prepara para sair com a turnê "Land of Hope & Dreams American". "Meu trabalho é muito simples: faço o que quero, digo o que quero e as pessoas têm o direito de dizer o que quiserem sobre isso. Essas são as regras do jogo. Para mim, está tudo bem. Não me preocupo em perder parte do público. Sempre tive uma noção da posição que ocupamos culturalmente e continuo profundamente comprometido com a ideia da banda. As reações negativas fazem parte do processo. Estou preparado para tudo isso", disse ele à reportagem.

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