Vogue Brasil
Parte incontornável da história da TV brasileira, Sarah Oliveira sempre soube transformar música em conversa... e conversa em memória. Agora, esse olhar ganha uma nova camada em Atenção para o Refrão, série que estreia nesta sexta-feira (27.03), no Canal Bis e no Globoplay. O ponto de partida é quase um detalhe, mas diz muito sobre o momento da apresentadora. “A ideia surgiu enquanto eu ouvia ‘atenção para o refrão’, em Divino, Maravilhoso”, conta à Vogue Brasil, sobre a música de Caetano Veloso. “E eu fiquei pensando: será que a gente realmente presta atenção nos refrãos das músicas que canta, especialmente nos shows?” A pergunta virou projeto. Ao longo de seis episódios (Prazer, Garra, Grito, Volta por Cima, Mistério e Enfim), Sarah se aprofunda nesse lugar onde a música deixa de ser só trilha e vira vida. “Percebi a força dos refrãos na música brasileira, como eles nos transformam”, diz. Não por acaso, o formato nasce também de um novo momento na trajetória dela. Pela primeira vez, Sarah se cerca de uma equipe de cinema para construir um projeto seu. A direção é de Esmir Filho, com quem ela desenvolveu a ideia desde o início. “Apresentei a proposta de uma série que mergulhasse nos refrãos, e ele me ajudou a formatar isso em episódios”, explica. Selecionar uma imagem A seleção das músicas, segundo ela, foi quase um processo de memória afetiva. “Escolher o que ia entrar foi uma delícia, mas também um desafio. Alguns refrãos me marcaram tanto que queria entender o que eles significam para outras pessoas, não só para mim”, conta. Entre as escolhas estão clássicos como O Bêbado e a Equilibrista, de Elis Regina, com o verso “a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar”, que se tornou quase um mantra pessoal, e “Paciência", de Lenine. Também há momentos cotidianos que ganham outro peso, como ouvir os filhos cantando Zé do Caroço, de Leci Brandão. “Fico pensando em como eles absorvem essas letras”, observa. Lenine e Sarah Oliveira Divulgação Entre os entrevistados estão nomes como Alcione, Ney Matogrosso e Gilberto Gil, artistas que, assim como ela, ajudaram a moldar o imaginário musical brasileiro. É nesse recorte que surgem algumas das histórias mais potentes. Gil relembra como escreveu Palco em um momento de hesitação na carreira; hoje, a música funciona quase como um talismã de abertura de shows. Já Ney revisita Sangue Latino sob outra perspectiva, mostrando como o tempo altera o sentido de um refrão. E Alcione revela um critério direto: precisa se emocionar com o refrão para decidir gravar uma canção. Liniker e Sarah Oliveira Divulgação “Eu percebo que, quando cantamos juntos, compartilhamos algo que vai além da letra”, diz Sarah. “É um sentimento coletivo que passa de artista para público, de pai ou mãe para filho.” Esse olhar sobre a música como memória afetiva está presente em cada episódio, do encontro com Ivete, Liniker e Céu no primeiro episódio, Prazer, até os relatos de outros artistas ao longo da temporada. “Sou comunicadora, não uma especialista ou pesquisadora. Sou, acima de tudo, uma apaixonada”, afirma. Sarah Oliveira, Ney Matogrosso e Esmir Filho Divulgação Mais em Globo Condé Nast Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!
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