GloboNews
Diante da resistência da Polícia Federal (PF) em fechar uma delação premiada com ele, o banqueiro Daniel Vorcaro aceitou subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido caso seja fechada uma colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Do seu lado, a PGR informou aos advogados de Vorcaro que, além de elevar o valor a ser devolvido, será necessário refazer seu roteiro de delação. Do jeito que está, a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, concorda com a PF de que não é possível fechar qualquer acordo com o dono do Banco Master. Na avaliação de investigadores, a Procuradoria-Geral da República pode ser uma derradeira janela de oportunidade para uma delação de Daniel Vorcaro ser aceita (leia mais abaixo). Julia Duailibi analisa a mal parada delação de Daniel Vorcaro LEIA MAIS: Caso Master: defesa pede que Daniel Vorcaro seja transferido da Polícia Federal para a Papudinha A PF rejeitou a proposta de delação, mas a PGR decidiu manter as conversas. A própria defesa de Daniel Vorcaro considera que há chances de as negociações com a Procuradoria evoluírem. A avaliação tanto da PF quanto da PGR é que a primeira proposta foi insuficiente, omitiu várias informações importantes e não serve para fechar um acordo de colaboração premiada. Os advogados de Daniel Vorcaro lembram que as primeiras negociações foram feitas com a equipe de Gonet. Só depois, quando o banqueiro foi preso pela segunda vez, é que a Polícia Federal entrou nas negociações. Por isso, a defesa de Vorcaro acredita haver mais espaço para uma negociação com a PGR. Assessores de Gonet dizem, porém, que Vorcaro vai receber uma "bela chamada" se realmente decidir trabalhar, de fato, por um acordo com o Ministério Público. - Esta reportagem está em atualização Daniel Vorcaro firma termo de confidencialidade com PGR e com a PF, e abre caminho para delação premiada Jornal Nacional/ Reprodução
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