Revista Oeste
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira, 22, o julgamento de sete recursos apresentados pela defesa de Eduardo Tagliaferro , ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes . Ele é acusado de supostamente vazar informações sigilosas sobre a atuação do magistrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a análise dos recursos, o processo entra na reta final no STF e poderá abrir caminho para o julgamento da ação penal em que Tagliaferro será condenado ou absolvido. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-assessor em novembro de 2025 pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação contra organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo a acusação, Tagliaferro repassou à imprensa diálogos profissionais mantidos com servidores do STF e do TSE ligados aos gabinetes de Moraes nas duas cortes. Na avaliação da PGR, o vazamento teria atendido a interesses de uma organização criminosa voltada à disseminação de informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação e à tentativa de golpe de Estado. Mensagens entre Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Alexandre Moraes, e Eduardo Tagliaferro, no grupo 'Audiências de Custódia' no WhatsApp | Foto: Divulgação/Civilization Works Mensagens entre Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Alexandre Moraes, e Eduardo Tagliaferro, no grupo 'Audiências de Custódia' no WhatsApp | Foto: Divulgação/Civilization Works Mensagens entre Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Alexandre Moraes, e Eduardo Tagliaferro | Foto: Divulgação/Civilization Works Mensagens entre Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Alexandre Moraes, e Eduardo Tagliaferro | Foto: Divulgação/Civilization Works Cristina Yukiko Kusahara alterou grupos depois de repercussão de entrevista de Oeste com Eduardo Tagliaferro | Foto: Divulgação/Civilization Works Defesa de ex-assessor de Moraes questiona legalidade do processo Os recursos analisados pela 1ª Turma do STF são embargos de declaração, instrumento usado para apontar supostas contradições, omissões ou obscuridades em decisões judiciais. A defesa afirma que a denúncia não poderia ter sido aceita porque Tagliaferro foi citado por edital, mecanismo utilizado quando a Justiça afirma não conseguir localizar o acusado. Moraes justificou a medida alegando que o ex-assessor estava em local desconhecido. Os advogados, no entanto, afirmam que o ministro tinha conhecimento de que Tagliaferro vive atualmente na Itália, para onde se mudou alegando perseguição política. “O relator nunca enfrentou o fato de que o próprio Juízo acionou a Itália e que há endereço do réu nos autos”, afirmou a defesa. Os advogados também alegam que o artigo 368 do Código de Processo Penal prevê a citação por carta rogatória quando o acusado reside no exterior em endereço conhecido. Outro ponto questionado é a decisão de Moraes de nomear a Defensoria Pública da União para atuar na defesa técnica de Tagliaferro diante da ausência inicial de advogado constituído. Até o momento, apenas Moraes votou no julgamento virtual e rejeitou todos os pedidos apresentados pela defesa. Ainda faltam os votos dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. + Leia mais notícias de Política em Oeste O post STF inicia julgamento de recursos de Eduardo Tagliaferro apareceu primeiro em Revista Oeste .
Go to News Site