Collector
Votações simbólicas superam nominais no Congresso desde 2015 | Collector
Votações simbólicas superam nominais no Congresso desde 2015
Revista Oeste

Votações simbólicas superam nominais no Congresso desde 2015

As votações simbólicas no Congresso Nacional superaram as votações nominais em quase todos os anos entre 2015 e 2025, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo obtido via Lei de Acesso à Informação (LAI) . O modelo permite aprovar propostas sem registrar individualmente o voto de deputados e senadores. No Senado , foram registradas 126 votações simbólicas e apenas 25 nominais em 2025. Em 2024, o placar foi de 175 simbólicas contra 41 nominais. Na Câmara, o cenário se repetiu: neste ano, foram 420 votações simbólicas ante 215 nominais; no ano passado, 369 simbólicas e 150 nominais. As votações simbólicas ocorrem quando parlamentares favoráveis permanecem sentados e os contrários se manifestam em pé ou com as mãos levantadas. Nesse formato, o voto individual não fica registrado oficialmente. Na semana passada, a Câmara aprovou dessa forma um projeto que amplia benefícios a partidos políticos, incluindo parcelamento de multas e criação de teto para penalidades. Parlamentares da oposição reclamaram da falta de transparência e criticaram a ausência de registro nominal dos votos. Por dentro das votações simbólicas no Congresso Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes; o Congresso Nacional aparece ao centro; à esquerda está o Palácio do Planalto; já a sede do STF surge à direita da imagem | Foto: Reprodução/https:/villelastay.com.br O levantamento mostra que, no Senado, as votações simbólicas representaram mais de 70% do total em oito dos 11 anos analisados. O pico ocorreu em 2019, sob a presidência de Davi Alcolumbre (União-AP), quando 88% das deliberações ocorreram nesse formato. Na Câmara dos Deputados , o maior porcentual foi registrado em 2017, durante a presidência de Rodrigo Maia, quando 82% das votações foram simbólicas. Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que o mecanismo reduz a transparência do processo legislativo. A cientista política Beatriz Rey, da Universidade de Lisboa, disse que a prática dificulta o controle social e prejudica a compreensão sobre a atuação dos parlamentares. + Leia mais notícias de Política em Oeste A jornalista Maria Vitória Ramos, cofundadora da organização Fiquem Sabendo, afirmou que votações simbólicas “viraram um instrumento para fortalecer lideranças parlamentares, acelerar tramitações e dificultar a responsabilização individual dos parlamentares perante a sociedade”. O Senado afirmou, em nota, que o procedimento segue a Constituição e o regimento interno da Casa. Já a assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não respondeu aos pedidos de comentário da reportagem. O post Votações simbólicas superam nominais no Congresso desde 2015 apareceu primeiro em Revista Oeste .

Go to News Site