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Facebook e Instagram têm recorde de anúncios críticos ao STF, diz estudo | Collector
Facebook e Instagram têm recorde de anúncios críticos ao STF, diz estudo

Facebook e Instagram têm recorde de anúncios críticos ao STF, diz estudo

Desde 2020, nunca houve tantos anúncios com menções ao STF nas plataformas da Meta quanto nos primeiros cinco meses desse ano. O levantamento, feito pela NetLab UFRJ, mostra uma explosão desse conteúdo nas redes sociais, superando os picos que tradicionalmente aconteciam somente durante as eleições, como em 2022 e 2024. A maioria das publicações, conclui a análise, tem tom crítico à Corte, com vinculações ao caso Master e reclamações de grupos conservadores sobre o julgamento que declarou inconstitucional uma lei estadual do Espírito Santo que permitiria a pais impedir a participação de estudantes em aulas relacionadas a gênero e diversidade sexual. Caso Master: Ciro Nogueira pode voltar a falar com o irmão após Mendonça revogar cautelares Leia também: Flávio Bolsonaro critica ‘canetadas’ do STF e sugere ligações de Dino e Lula com o crime organizado Nos 77 meses analisados pela NetLab, entre 2020 e 2026, houve 55,2 mil anúncios com menções ao STF publicados por 8,2 mil páginas. Foram identificados três picos: durante as eleições de 2022, as de 2024 e os primeiros meses de 2026, quando houve 8,9 mil anúncios publicados por 1,5 mil páginas. Isso significa que o último período concentra 16,1% de todos os anúncios observados. Assim, o NetLab conclui que há "uma centralidade crescente do STF no debate político digital" e que isso deve se intensificar ainda mais com a chegada das eleições neste ano. Considerando o pico de um mês específico, o número de setembro de 2024 continua sendo o maior: 3.114. No entanto, o recorde deve ser batido até o final de 2026, aponta o estudo, considerando a tendência atual, já que a média mensal desde julho de 2025 está em 1.734 peças por mês, volume 141,8% superior à média registrada em todo o período monitorado, de 717 anúncios mensais. As páginas que mais impulsionam anúncios As 15 páginas que mais impulsionaram anúncios com menções ao STF e seus ministros neste ano foram responsáveis por 19% (1.694) das peças desde 2020. Dessas, 12 promovem conteúdos com um viés crítico ou antagonista em relação às ações do STF e aos seus integrantes: a iniciativa Ninguém Acima da Lei; o portal Revista Oeste; o empresário e pré-candidato a deputado federal João Martins (PSD-SC); o ex-deputado federal e pré-candidato Alexis Fonteyne (Novo-SP); o advogado Fabio Pagnozzi, que atuou na defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP); o ex-deputado federal e pré-candidato Rodrigo Coelho (MDB-SC); o influenciador e pré-candidato a deputado federal Danilo Visconti (Podemos-SC); o ex-deputado federal Hissa Abrahão (Republicanos-AM); o vereador de São Paulo Adrilles Jorge (União-SP); o ex-deputado estadual e pré-candidato Capitão Contar (PL-MS); e os deputados federais Ubiratan Sanderson (PL-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). A análise frisa que não é possível apontar todos os anúncios como "antidemocráticos ou violentos". A iniciativa Ninguém Acima da Lei, que lidera o ranking, elaborou um abaixo-assinado que pede um código de conduta para o STF e outros tribunais superiores. A campanha tem participação de organizações como o Movimento Orçamento Bem Gasto, Transparência Brasil, Movimento Pessoas à Frente, República.org e 5 Pacto pela Democracia. As principais críticas ao STF Para aprofundar os temas mais recorrentes nos anúncios, o NetLab analisou 543 peças publicitárias, impulsionadas por 158 páginas diferentes, que estavam ativas e em circulação no final de maio de 2026. O estudo concluiu que 60% (326 anúncios) era crítica ao STF e seus ministros. As críticas se dividem em quatro grandes eixos temáticos recorrentes: alegações de interferência nos direitos das famílias, com críticas ao julgamento que tornou inconstitucional uma lei estadual do Espírito Santo que permitiria a pais impedir a participação de estudantes em atividades escolares relacionadas a gênero, sexualidade e diversidade sexual; questionamentos à legitimidade institucional, com críticas aos custos e à suposta falta de transparência da Corte; acusações de corrupção e enriquecimento ilícito, com vinculação de ministros ao caso Master; e clamores por reformas institucionais por diversas lideranças políticas, como Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão. No levantamento, a NetLab UFRJ criticou a transparência "insuficiente" das grandes plataformas de redes sociais. No Brasil, a Biblioteca de Anúncios da Meta é um dos poucos mecanismos que possibilitam o acompanhamento sistemático da publicidade paga em plataformas digitais. Ainda assim, apresenta limitações.

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