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Bancos aumentam financiamento para combustíveis fósseis em 2025, alertam organizações | Collector
Bancos aumentam financiamento para combustíveis fósseis em 2025, alertam organizações

Bancos aumentam financiamento para combustíveis fósseis em 2025, alertam organizações

Os maiores bancos do mundo forneceram mais de US$ 900 bilhões (cerca de R$ 4,67 trilhões) em financiamento para combustíveis fósseis no ano passado, um aumento de 8% em relação ao ano anterior, revelou um consórcio de ONGs nesta terça-feira. Desde o Acordo de Paris de 2015, que visa limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, bilhões de dólares em empréstimos, emissões de ações e títulos foram destinados a empresas de petróleo, gás e carvão, de acordo com a última edição do relatório "Banking on Climate Chaos" ("Financiando o Caos Climático", em tradução livre). Leia também: Justiça suspende leilão de energia que vai gerar custo extra de R$ 48 bilhões por ano na conta de luz Autoridade Nacional de Segurança Nuclear: bloqueio do orçamento de novo órgão de segurança nuclear ameaça fiscalização de serviços como os de radiologia Os 65 bancos estudados alocaram US$ 906 bilhões para várias formas de apoio financeiro a combustíveis fósseis no ano passado. No entanto, o aumento anual foi menos expressivo do que em 2024. Três em cada cinco bancos aumentaram seu financiamento para o setor, segundo os autores do relatório. O JPMorgan Chase, com sede nos EUA, é o principal financiador de combustíveis fósseis, tendo investido US$ 58,2 bilhões (cerca de R$ 302 bilhões) no ano passado, superando seu compatriota Bank of America e o japonês Mitsubishi UFJ, segundo um relatório de oito ONG's, incluindo a Rainforest Action Network, a Reclaim Finance e a Urgewald. O estudo se baseia em dados publicados diretamente pelas empresas ou por provedores especializados, bem como pela agência de notícias financeiras Bloomberg. O ano de 2025 marcou o fim das atividades da Net-Zero Banking Alliance (NZBA), um programa da ONU voltado para a neutralidade de carbono no setor bancário, prejudicado por um ambiente menos favorável à proteção climática na Europa e nos Estados Unidos.

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