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Operação Cerco Fechado apreende mais de 11 mil papelotes de cocaína em Uberaba O homem apontado pela Polícia Militar (PM) como chefe de uma família envolvida com tráfico de drogas e arsenal de armas tentou subornar policiais com R$ 20 mil, um carro e uma arma para evitar a prisão dele e da companheira em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A ocorrência aconteceu durante a operação “Cerco Fechado”, na última semana, no bairro Parque das Gameleiras. Nesta segunda-feira (8), a PM divulgou novos detalhes sobre o caso. Segundo o boletim de ocorrência, equipes do Comando Tático receberam informações de que Juliana Darlen da Silva, de 40 anos, que tinha um mandado de prisão em aberto, estava em um Honda Civic prata. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp O veículo foi localizado na avenida José Valim de Melo. Durante a abordagem, os militares encontraram um revólver calibre .38 escondido embaixo do banco do motorista e 250 papelotes de cocaína. Ainda conforme a PM, ao saber que a companheira seria presa e que os materiais seriam apreendidos, Romes dos Santos Xavier, de 49 anos, ofereceu dinheiro e outros bens aos policiais para que o casal fosse liberado. O g1 tenta contato com a defesa dos suspeitos. Material apreendido durante operação PM/Divulgação Condenação por roubos A reportagem apurou que Juliana Darlen foi condenada por roubos majorados cometidos em 2008, em processos que tramitaram na comarca de Campos Altos, no Alto Paranaíba. Cada processo resultou em pena de seis anos de prisão, totalizando 12 anos de reclusão. Com base na soma das penas, a Justiça determinou o cumprimento inicial em regime fechado e expediu um mandado de prisão com validade de 16 anos. Ela era considerada foragida e estava entre os alvos da operação estadual “Cerco Fechado”. Em residências associadas ao casal foram encontrados diversos armamentos PM/Divulgação LEIA TAMBÉM: Denúncia leva polícia a laboratório de droga com mil porções de cocaína e rifle Maconha gourmet em embalagem inspirada no 'Super Mario' é encontrada Operação fecha laboratório de refino de cocaína e apreende carros de luxo Laboratório de cocaína e arsenal encontrados em casa Após a abordagem ao veículo, os policiais foram até a casa do casal, onde encontraram um laboratório clandestino de refino de cocaína. Segundo a PM, havia balanças, liquidificadores industriais e recipientes com produtos químicos usados no processamento da droga. Barris e sacos com cocaína em diferentes fases de preparo também foram apreendidos. De acordo com o boletim de ocorrência, Romes confessou que o laboratório transformava pasta base em cloridrato de cocaína por meio de um processo químico com ácido sulfúrico e permanganato de potássio. No imóvel, os militares encontraram mais de 11,6 mil papelotes de cocaína prontos para venda, além de 16 sacos grandes da droga. Com apoio de um cão farejador, outros 200 papelotes foram localizados escondidos dentro de um sofá. Os policiais apreenderam também: 1 submetralhadora artesanal calibre .380; 1 espingarda calibre .12; 4 pistolas calibre 9 mm; 2 pistolas calibre .380, incluindo uma Glock; 3 revólveres calibre .38; silenciador e mira a laser acoplados em uma das armas. Filho do suspeito também foi preso Durante a operação, uma denúncia levou os policiais a outro imóvel, no bairro Tita Resende, ligado ao filho de Romes, identificado como Romulo Kennys Paulino dos Santos, de 30 anos. No local, os militares apreenderam mais papelotes de cocaína e a submetralhadora artesanal. Uma jovem de 28 anos, que estava na residência, também foi presa. A polícia não informou qual seria a relação dela com a família. Os suspeitos foram levados para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil. Eles poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de armas e munições e corrupção ativa, no caso de Romes. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou que o casal segue preso na penitenciária de Uberaba, à disposição da Justiça. O g1 procurou a Polícia Civil para saber se o filho de Romes e a outra jovem também tiveram a prisão em flagrante ratificada, além de detalhes sobre o inquérito policial. Porém, até a última atualização, não houve resposta. Aves silvestres e gaiolas apreendidas Durante a fiscalização realizada na residência, a Polícia Militar de Meio Ambiente apreendeu seis aves da fauna silvestre brasileira mantidas irregularmente em cativeiro. Entre os animais estavam um papagaio-verdadeiro e cinco bicudos-verdadeiros. Segundo a polícia, as aves não tinham a autorização exigida pelos órgãos ambientais para serem mantidas no local. Durante a vistoria, também foram apreendidas seis gaiolas. Os militares constataram ainda irregularidades em duas anilhas de identificação utilizadas em exemplares de bicudo-verdadeiro. Conforme a ocorrência, os dispositivos apresentavam indícios de adulteração, o que pode configurar crime relacionado à falsificação de selo público. Os cinco bicudos-verdadeiros serão encaminhados ao órgão ambiental responsável. Já o papagaio-verdadeiro permaneceu provisoriamente sob a guarda de um fiel depositário, mediante assinatura de termo específico. Em razão das infrações constatadas, foram lavrados três autos de infração ambiental, que somam R$ 120.140,42 em multas. Animais silvestres resgatados em Uberaba Polícia Militar Ambiental/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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