Jornal O Globo
A França experimentou na prática uma das novas regras que serão adotadas na Copa do Mundo de 2026. Durante a vitória por 3 a 1 sobre a Irlanda do Norte, em amistoso disputado nesta segunda-feira, os franceses foram prejudicados pela chamada "regra dos 10 segundos", criada pela Fifa para reduzir interrupções e aumentar o tempo efetivo de jogo. O episódio aconteceu aos 37 minutos do segundo tempo, quando o técnico Didier Deschamps promoveu uma dupla substituição. Michael Olise, destaque da partida com três gols marcados, e Aurélien Tchouaméni deixaram o campo para as entradas de Maghnes Akliouche e Manu Koné. Enquanto Tchouaméni deixou o gramado dentro do prazo previsto, Olise demorou mais de 10 segundos para sair. Pela nova regra, quando um jogador substituído excede esse limite, o atleta que ocuparia sua vaga não pode entrar imediatamente em campo. Com isso, Manu Koné foi obrigado a permanecer atrás da linha lateral aguardando uma nova paralisação da partida para ser autorizado a entrar. Durante esse período, a França atuou temporariamente com um jogador a menos, situação que durou pouco mais de um minuto. Apesar do contratempo, a equipe francesa não sofreu consequências no placar e confirmou a vitória. O lance, porém, serviu como demonstração prática de uma das medidas que a Fifa pretende utilizar para combater atrasos deliberados e acelerar o andamento das partidas na Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México. A regra dos 10 segundos determina que o atleta substituído deve deixar o campo rapidamente após a sinalização da troca. Caso ultrapasse esse tempo, o substituto precisa aguardar até a próxima interrupção do jogo para entrar. A medida integra um pacote mais amplo de mudanças que busca aumentar o tempo de bola rolando. Entre elas está também a exigência de que cobranças de lateral e tiro de meta sejam executadas em até cinco segundos. Outra novidade prevê que jogadores que recebam atendimento médico dentro do campo precisem permanecer fora da partida por pelo menos um minuto antes de retornarem ao gramado. A expectativa é que as novas regras reduzam paralisações, dificultem a chamada "cera" e tornem os jogos mais dinâmicos durante o Mundial de 2026.
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