Jornal O Globo
A denúncia apresentada pela 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Michele Coelho Montenegro, que adotou o nome social de Mia Montenegro, tem como um de seus principais eixos a suspeita de envolvimento em um esquema de fraude por meio de estelionato e apropriação indébita de quadros e esculturas atribuídos a dois nomes de destaque da arte brasileira: Sérgio Camargo e Ivan Serpa. Segundo o documento, as peças teriam sido entregues à denunciada para intermediação comercial, mas não teriam sido devolvidas ao proprietário. Estelionato: Justiça decide manter presa falsa advogada suspeita de fraude milionária envolvendo venda de obras de arte no Rio Servidora e suspeita: falsa advogada presa por negociação fraudulenta de obras de arte era nomeada na Secretaria da Casa Civil, que a exonerou hoje De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da Delegacia de Defraudações (DDEF), Michele é citada em 17 procedimentos de investigação. Ela, apontada como a principal investigada no esquema de estelionato, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima, um antiquário. A mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. A vítima, ainda conforme Buss, entregou quatro obras de arte avaliadas em mais de R$ 10 milhões a Michele. Segundo a denúncia do MPRJ, ela teria entregue à vítima cheques nos valores de R$ 430 mil, R$ 840 mil e R$ 900 mil, todos devolvidos por instituições bancárias sob a alegação de fraude. Mia Montenegro teve a prisão preventiva mantida pela Justiça Reprodução No caso das obras de Sérgio Camargo, a denúncia não informa os títulos das peças. O Ministério Público afirma apenas que duas obras do artista foram entregues à denunciada e que, no contexto das negociações realizadas entre as partes, foram avaliadas em aproximadamente R$ 5,36 milhões. Estelionato: falsa advogada é presa suspeita de fraude milionária envolvendo obras de arte e imóveis de alto valor; prejuízo é de mais de R$ 2 milhões Já em relação ao artista Ivan Serpa, a denúncia identifica duas obras específicas: “Série Amazônia nº 25 (1970)” e “Série Mangueira nº 25 (1970)”. Segundo o documento, ambas foram avaliadas, durante as negociações, em cerca de US$ 750 mil. Segundo as investigações, Michele teria se aproximado da vítima apresentando-se como advogada, herdeira de uma fortuna e integrante do mercado de obras de arte. De acordo com a denúncia da 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Ministério Público do Rio de Janeiro, os quadros recebidos por ela passaram a ser negociados como se fossem de sua propriedade, sem devolução ao legítimo proprietário. Caso Henry: perdão judicial a Monique pode beneficiar Jairinho Na última quarta-feira, policiais da Delegacia de Defraudações deflagraram a Operação Tela Falsa para cumprir um mandado de prisão preventiva contra Mia Montenegro, além de ordens de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo investigado. Mia foi detida em um apartamento na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Ainda durante a ação, um quadro foi apreendido com um advogado. Desde 6 de outubro do ano passado, no entanto, ela estava nomeada como assessora da Secretaria Estadual da Casa Civil, com salário líquido de R$ 12 mil, utilizando o nome de Mia Montenegro. Após tomar conhecimento dos fatos, a pasta exonerou a mulher em edição extra do Diário Oficial publicada no mesmo dia em que ela foi presa. Investigação: menino de 11 anos é internado com sintomas de envenenamento após comer pedaço de bolo na Baixada Fluminense Na última sexta-feira, a suspeita teve a prisão preventiva mantida durante audiência de custódia realizada na Central de Custódias de Benfica, na Zona Norte do Rio. Procurada, a defesa de Mia Montenegro afirmou que ela é vítima dos fatos investigados e que busca acesso aos autos para que tudo seja esclarecido. Abaixo, a íntegra da nota enviada pelo advogado Paulo Gomes Rangel Neto: “Mia Montenegro foi mais uma vítima, dentre outras, nos fatos investigados, e isso será provado sem dificuldade. Seus advogados seguem buscando acesso aos autos para que tudo seja esclarecido e para que ela volte à liberdade a que tem direito.” Initial plugin text
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