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SPAudiovisual Hub: setor cobra menos burocracia e alerta para a reforma tributária | Collector
SPAudiovisual Hub: setor cobra menos burocracia e alerta para a reforma tributária

SPAudiovisual Hub: setor cobra menos burocracia e alerta para a reforma tributária

Realizado na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo , o SPAudiovisual Hub reuniu representantes do governo estadual, da iniciativa privada e do setor audiovisual para discutir caminhos de fortalecimento da produção audiovisual brasileira e ampliar a conexão entre criadores, mercado e investidores. Promovido pelo Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, em parceria com o Museu da Imagem e do Som (MIS), a Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) e a FAAP, o evento, que está em sua 2ª edição, foi estruturado em torno de três eixos principais: formação e capacitação profissional, com atividades voltadas ao aperfeiçoamento de profissionais do setor; geração de negócios, aproximando criadores, produtoras e empresas; e internacionalização, com foco em ampliar a visibilidade e a circulação internacional de projetos paulistas e brasileiros. + Leia mais notícias de Cultura em Oeste “O objetivo do evento é auxiliar a formação de alunos e professores e aproximar os produtores de exibidores e investidores nacionais e internacionais”, afirma Luís Sobral, CEO da FAAP e Coordenador de Centros Culturais e Teatros da instituição. “Juntos, esses profissionais poderão encontrar caminhos para superar os desafios do audiovisual brasileiro, abrir oportunidades de negócios e, sobretudo, impulsionar um mercado que movimenta investimentos, gera empregos e fortalece uma indústria limpa.” Ao longo dos debates, uma ideia apareceu de forma recorrente: o papel do poder público não seria produzir cultura, mas criar condições para que ela aconteça. Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, por exemplo, defendeu um modelo em que o Estado atue como facilitador do setor. “O Estado deve ser um facilitador da cultura”, afirmou. “A política pública precisa servir ao setor, não o contrário.” Segundo Marília, São Paulo reúne estrutura, diversidade de cenários e competitividade suficiente para atrair produções nacionais e internacionais. Embora reconheça que a cultura exige investimento elevado, ela destacou que produzir no Brasil ainda pode ser mais barato do que em outros países. Público presente na abertura da 2ª edição do SPAudiovisual Hub, realizado no Teatro da Faap | Foto: Revista Oeste Marília também afirmou que o governo pretende fortalecer áreas consideradas estratégicas para o crescimento da indústria audiovisual — entre elas, o desenvolvimento de roteiros e a distribuição, a exibição e a divulgação dos filmes. Para isso, o governo acaba de firmar parcerias com duas instituições internacionais de renome: a London Film School e a Universidade de Cinema de Buenos Aires, da Argentina. De acordo com a secretária, o SPAudiovisual Hub nasce para conectar produtores, mercado e parceiros internacionais, com foco na geração de negócios. A visão foi reforçada por Nelson Hervey Costa, diretor superintendente do Sebrae-SP, que destacou o impacto econômico gerado pelas produções audiovisuais. “Quando uma produção chega ao interior, ela leva investimento, trabalho e visibilidade”, disse. Para Costa, ampliar o alcance da indústria audiovisual significa também ampliar oportunidades para pequenos empreendedores e produtores independentes. A ideia é tornar o caminho para quem produz menos burocrático e mais viável economicamente. A nova equipe de direção da SPCine, empresa pública de fomento ao cinema e audiovisual da Prefeitura de São Paulo, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, também apresentou mudanças de gestão. Há seis meses no comando da empresa, Anna Paula Montini afirmou que sua prioridade inicial é reorganizar processos internos e aproximar a instituição do mercado. Vinda de 25 anos de experiência na iniciativa privada, Anna Paula criou uma área de planejamento estratégico e implantou métricas para tornar mais transparente o apoio financeiro a festivais e projetos. “A ideia é que a SPCine esteja próxima do mercado e próxima do produtor”, observou. https://www.youtube.com/watch?v=2q6xAIyNgi4 Entre as metas está simplificar editais e tornar o acesso aos recursos mais compreensível. Segundo Anna Paula, muitos profissionais deixam de participar porque a linguagem e as exigências ainda são excessivamente complexas. O Brasil no mundo Outro tema recorrente na abertura do evento foi a internacionalização do audiovisual brasileiro. Para os participantes, não basta apenas levar produções brasileiras ao exterior, é preciso preparar profissionais para competir globalmente e criar condições para que investimentos retornem ao país. Representando os municípios, Leonardo Giovane Moreira Gonçalves, secretário de Cultura de Joanópolis, defendeu maior protagonismo do interior paulista. Gonçalves destaca que cidades menores oferecem paisagens, sotaques, culinária e modos de vida que ainda aparecem pouco nas telas, apesar do potencial criativo e econômico. O exemplo citado foi o filme premiado ' Carvão' (2022), de Carolina Markowicz, cuja produção teria gerado contratação local, circulação econômica e aumento da visibilidade da região. Marília Marton reforçou que a parceria entre Estado e municípios será decisiva para ampliar esse movimento. “Os filmes precisam mostrar nas telas o que o brasileiro é”, afirmou. “As pessoas precisam se ver nas histórias.” Além da formação de profissionais, os participantes defenderam também a formação de público. Um dos diagnósticos apresentados foi que o cinema brasileiro precisa pensar não apenas em festivais, mas em obras capazes de criar conexão com o espectador. https://www.youtube.com/watch?v=JRrUXMnRm-c Nesse contexto, Anna Paula destacou a experiência das salas administradas pela SPCine em regiões periféricas da capital. Quando o cinema está próximo do público e acessível, os resultados de ocupação das salas são diferentes daqueles observados tradicionalmente pelo mercado. Carga tributária A preocupação com os efeitos da reforma tributária sobre os mecanismos estaduais de incentivo à cultura foi consenso entre os participantes. “A reforma tributária não pensou na cultura”, afirmou André Sturm, diretor-geral do MIS. “Da forma como está ela eliminou a possibilidade de leis de incentivo fiscal estaduais, o que atingirá toda a cadeia do audiovisual brasileiro. Como a reforma já foi aprovada, nossa luta agora é para que haja uma regulamentação no texto. É preciso descentralizar as decisões e não concentrar tudo em Brasília.” Criado como uma plataforma de debates, formação e capacitação do audiovisual brasileiro, o SPAudiovisual Hub reúne produtores, distribuidores, exibidores, programadores de festivais e investidores do Brasil e do exterior para discutir e fomentar os próximos passos da indústria. Segundo a organização, participam representantes de 16 países, com expectativa de impactar diretamente cerca de 150 profissionais da cadeia produtiva e mais de 2 mil pessoas em ações de formação. A programação é gratuita e aberta ao público (basta fazer a inscrição) e segue até o dia 12 de junho na FAAP, em São Paulo. Os painéis abordam temas como co-produção, distribuição, festivais internacionais e rodadas de negócios voltadas ao mercado audiovisual. Serviço: SPAudiovisual Hub Data: até 12 de junho Local: FAAP — São Paulo Programação: SpAudiovisual Hub O post SPAudiovisual Hub: setor cobra menos burocracia e alerta para a reforma tributária apareceu primeiro em Revista Oeste .

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