Jornal O Globo
Um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MPSP) foram presos numa operação deflagrada nesta terça-feira por suspeita de serem infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações que baseiam a Operação Infiltrados apontaram que os três estariam envolvidos num plano para matar um promotor Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPSP, e num esquema de extorsão de investigados. As informações são do g1. Agentes saíram às ruas para cumprir os três mandados de prisão, de natureza temporária, e outros dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista, incluindo uma ordem expedida contra um policial penal. Além de Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, além do 1º BAEP, participam da operação as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia. O investigador-chefe que foi preso trabalhava na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas na época de duas operações deflagradas para apurar o plano de assassinato de um promotor e um esquema de lavagem de dinheiro associado a dois traficantes. Já o ex-estagiário do MPSP, hoje advogado, atuava numa promotoria criminal em Campinas e receberia ajuda do ex-policial civil alvo de mandado de prisão. Ainda segundo o g1, a operação desta terça-feira é desdobramento de outras duas ações — a Operação Pronta Resposta, de 22 de agosto, que apurou atuação de organização criminosa ligada ao PCC que estaria planejando matar o promotor de justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho; e a Operação Off White, realizada em 30 de outubro, para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligados a dois traficantes, incluindo Sérgio Luiz de Freitas (Mijão ou Xixi), apontado como chefe da facção. As apurações do Gaeco apontaram que, uma semana antes da Operação Pronta Resposta, o responsável direto pela execução do plano para matar o promotor se reuniu com o chefe dos investigadores da Dise de Campinas. Vídeos registraram o encontro antes da deflagração da ação que acabaria frustrando os planos do suposto atentado. O Gaeco investiga informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador-chefe. *Em atualização
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