Jornal O Globo
Um vídeo publicado pela astronauta da NASA Jessica Meir no último domingo (7) tem encantado usuários nas redes sociais ao mostrar uma aurora austral se movimentando de forma sinuosa sob a cápsula Dragon, da SpaceX, em órbita da Terra. O registro em time-lapse já ultrapassou meio milhão de visualizações e gerou uma onda de comentários comparando o fenômeno a cenas de fantasia e magia. Vídeo: Vulcão Villarrica registra aumento de atividade e exibe incandescência na cratera no Chile Rã-touro 'muge' e é considerada perigosa e invasora; conheça a espécie em monitoramento em Florianópolis As imagens foram captadas a bordo da nave enquanto ela sobrevoava a região da Antártida, onde as auroras austrais são frequentes. Na publicação, Meir relatou que o espetáculo foi provocado por um evento solar recente e destacou a forma incomum como as luzes se comportavam. "Uma visão em time-lapse da nossa SpaceX Dragon da aurora austral espetacular vista na postagem de ontem, resultado de um recente evento solar. Ao contrário da aurora anterior que vi, esta dançou e serpenteou diretamente abaixo de nós, oferecendo um espetáculo impressionante. Estou maravilhada com esse fenômeno etéreo e emocionalmente evocativo", escreveu a astronauta. Confira: Initial plugin text Nos comentários, internautas reagiram com entusiasmo às imagens. “Isto é simplesmente lindo”, escreveu um usuário. Outro destacou: “É tão mágico visto de fora do planeta”. Houve ainda quem comparasse o fenômeno ao universo criado por J.K. Rowling: “Essas são as imagens mais incríveis que eu já vi. Parece um feitiço de Harry Potter”. Como surgem as auroras Embora muitas pessoas usem o termo aurora boreal para se referir ao fenômeno, o nome correto para as luzes registradas por Meir é aurora austral, já que elas ocorrem no Hemisfério Sul. As auroras são produzidas quando partículas carregadas emitidas pelo Sol atingem a atmosfera terrestre e interagem com gases como oxigênio e nitrogênio. Essa colisão libera energia em forma de luz, criando cortinas, espirais e faixas luminosas que podem assumir diferentes cores. Astronauta registra aurora austral 'serpenteando' sobre a Antártida Redes sociais/Jessica Meir/Nasa O verde é o tom mais comum e está associado à interação com o oxigênio em altitudes mais baixas. Já os tons avermelhados aparecem em altitudes maiores, enquanto azul e roxo resultam da interação com o nitrogênio. O fenômeno costuma ser observado com mais frequência nas regiões polares, onde o campo magnético da Terra canaliza as partículas solares para a atmosfera. Do espaço, porém, o espetáculo ganha uma perspectiva rara. No vídeo compartilhado por Meir, as luzes parecem deslizar e se contorcer sob a nave, formando desenhos que lembram serpentes luminosas.
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