Jornal O Globo
Dom Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane, em Moçambique, foi assassinado a tiros na madrugada do último sábado após homens armados invadirem sua residência oficial na província da Zambézia. O religioso, de 54 anos, também era secretário-geral da Conferência Episcopal de Moçambique e administrador apostólico da Arquidiocese da Beira. Avó retira neto de sofá segundos antes dos momentos mais fortes de terremoto nas Filipinas; vídeo Cão à deriva em caiaque é resgatado após percorrer quase 5 km no mar na Inglaterra; vídeo do resgate viraliza nas redes De acordo com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), os invasores escalaram o muro da casa episcopal, desativaram o sistema de segurança elétrica e dispararam contra o bispo com uma arma do tipo AK-M. A vítima foi atingida no peito e morreu no local. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e as autoridades não divulgaram a motivação do crime. O caso provocou reações dentro e fora de Moçambique. Em mensagem divulgada pelo Vaticano, o Papa Leão XIV classificou o episódio como um "grave ato de violência" e manifestou solidariedade aos fiéis do país africano. A União Europeia e a Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique também defenderam uma investigação transparente. CNBB destaca trajetória do religioso Em nota divulgada nesta segunda-feira (8), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prestou solidariedade à Igreja moçambicana e relembrou a atuação de Dom Osório em missões pastorais e na estrutura missionária da Santa Sé. "Dom Osório Citora Afonso dedicou sua vida ao anúncio do Evangelho e ao serviço da Igreja, tendo exercido importantes missões pastorais em seu país e junto ao Dicastério para a Evangelização. Seu testemunho de fé, entrega e compromisso eclesial permanecerá vivo na memória do povo de Deus", afirmou a entidade. Antes de ser nomeado bispo auxiliar de Maputo pelo Papa Francisco, em 2023, Dom Osório trabalhou durante seis anos no Vaticano como oficial da Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares, órgão responsável pelo acompanhamento de territórios missionários da Igreja Católica. Também atuou como formador do Seminário Teológico Internacional de Bravetta, em Roma. Natural de Ribaué, na província de Nampula, ele foi ordenado sacerdote em 2002 pelo Instituto Missões Consolata. Em julho de 2025, assumiu a Diocese de Quelimane. Neste ano, passou a acumular também a administração apostólica da Arquidiocese da Beira.
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