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0,1% de vantagem: entenda como votos rurais e do exterior podem definir vitória para Keiko ou Sánchez no Peru | Collector
0,1% de vantagem: entenda como votos rurais e do exterior podem definir vitória para Keiko ou Sánchez no Peru

0,1% de vantagem: entenda como votos rurais e do exterior podem definir vitória para Keiko ou Sánchez no Peru

Com cerca de 96% das urnas apuradas, a disputa pela Presidência do Peru segue completamente em aberto. O candidato de esquerda Roberto Sánchez lidera com 50,07% dos votos válidos, uma diferença inferior a 27 mil votos em comparação à candidata de direita Keiko Fujimori, que tem 49,93% — uma margem tão estreita que mesmo parcelas minoritárias do eleitorado podem definir a vitória. Com a contagem em andamento, Sánchez espera ampliar a maioria com os votos das zonas rurais, onde historicamente a esquerda peruana tem maioria penetração, enquanto Keiko conta com os votos do exterior para reverter a vantagem. Eleições no Peru: Com mais de 93% das urnas apuradas, candidato de esquerda supera a de direita com menos de 1 ponto de vantagem Keiko Fujimori: Obstinada herdeira de um clã que disputa sua quarta eleição no Peru À medida que a apuração avança sem conferir margem segura a nenhum dos candidatos, a decisão se encaminha para ser definida por setores improváveis. Keiko, herdeira política do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), conquistou maioria no grande centro urbano do país, Lima, onde obteve mais de 63% dos votos. A candidata de direita liderou a maior parte da apuração, mais rápida nas grandes cidades, sendo superada por Sánchez quando a contagem já ultrapassava 93% — com a chegada dos votos de províncias mais afastadas, sobretudo da região andina. O esquerdista lidera em 16 dos 24 departamentos do país. Initial plugin text Analistas apontam que a tendência nesta reta final é de que as menores variações serão decisivas. Do lado de Sánchez, a expectativa é de que a vantagem do candidato se alargue com o voto de zonas que ainda não tiveram os votos apurados, principalmente áreas rurais — embora, na última atualização da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), a distância para Keiko tenha diminuído, e não aumentado. Enquanto isso, o Força Popular mantém a expectativa de que Keiko possa reverter a vantagem para Sánchez com a apuração de dois tipos específicos de voto: os votos no estrangeiro, que costuma tender à direita, e os votos constantes em cerca de 1,5 mil atas eleitorais enviadas à Júris Eleitorais Especiais, órgãos responsáveis ​​pela administração da justiça eleitoral em primeira instância, que serão contabilizados ao fim de um processo de auditoria de controle. Estima-se que as atas selecionadas possam adicionar cerca de 300 mil votos na reta final da eleição — mais do que o suficiente para desempatar a eleição. Em entrevista ao jornal peruano El Comércio, um diretor do partido de Keiko afirmou que 900 das atas seriam de cidades nas províncias de Lima e Callao, onde a candidata de direita registrou maioria. No caso dos votos no exterior, o Ministério das Relações Exteriores peruano apontou que a contabilização deve ser concluída até quarta-feira. Cerca de 400 mil peruanos votaram em seções eleitorais montadas no exterior no primeiro turno, com Keiko aparecendo na segunda colocação, com cerca de 52 mil votos, atrás do candidato também de direita, Rafael López Aliaga. Sánchez ficou em oitavo em votos no exterior, com pouco mais de 7,9 mil votos. Em entrevista ao jornal El País, o CEO da empresa de pesquisas Ipsos, Alfredo Torres, afirmou que as projeções são mais favoráveis a Keiko, apesar da liderança momentânea de Sánchez. Ele apontou que o perfil dos votos aguardando apuração pesam a favor da candidata de direita. (Com El Comércio)

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