Jornal O Globo
O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a suspensão temporária do uso da vacina contra a dengue do Instituto Butantan em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira. Vida Boa: Café influencia na saúde do coração? Médica responde em vídeo Vacina contra a dengue do Butantan suspensa: Em 10 pontos, entenda o que se sabe sobre a paralisação A vacina tetravalente (protege contra os quatro subtipos do vírus da dengue) do Instituto Butantan já foi aplicada em cerca de 500 mil pessoas. A pausa na aplicação foi decidida após a identificação de 42 casos de reações severas, incluindo duas mortes. Isso significa uma taxa de 0,0084%, que corresponde a 0,84 casos por 10.000 doses, sendo classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um evento adverso “muito raro” (menos de 0,01%). Em medicina, qualquer risco menor que 1 em 10.000 (menor que 0,01%) é classificado como “muito raro”. Porém, é tratado com máxima seriedade tanto devido ao risco elevado de morte quanto por que “muito raro” em grandes populações significa muita gente. Virologista que participou dos testes: Vacina da dengue do Butantan suspensa 'é um bom imunizante e não deixará de ser usado' De forma geral, a identificação e a comprovação de reações adversas severas podem levar a mudanças em bulas e diretrizes. Assim, médicos podem identificar os sintomas rapidamente. Em geral, o diagnóstico precoce reverte a maioria desses casos severos. Pode também haver restrição de grupos. Por exemplo, se o risco severo se concentrar em uma faixa etária, gênero ou comorbidades (doenças autoimunes, por exemplo). Quase sempre, a relevância de um risco severo de menor que 0,01% diminui quando comparada aos riscos severos causados pela própria infecção que a vacina previne.
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