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Entrevista: Sou da Paz apresenta caminhos para combater violência e insegurança O Instituto Sou da Paz lançou nesta terça-feira (9) uma cartilha com propostas de segurança pública voltadas ao combate à violência e à ampliação da sensação de segurança da população. O material foi elaborado para servir de referência a eleitores, formadores de opinião e candidatos. A segurança pública é hoje a principal preocupação dos brasileiros e deve ganhar destaque tanto na disputa presidencial quanto nas eleições para os governos estaduais. A cartilha integra a campanha Vote pela Paz, promovida pelo Sou da Paz em parceria com o Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper. Em entrevista à GloboNews, a diretora-executiva do Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou que o objetivo é oferecer à população instrumentos para avaliar e exigir propostas dos candidatos. "Queremos oferecer esse material para a população e para os formadores de opinião, para que eles possam cobrar dos candidatos", disse. A cartilha foi elaborada com base em uma pesquisa que ouviu mais de 2 mil pessoas em 40 municípios brasileiros. "A gente identificou que as pessoas estão cansadas. Embora estejam com muito medo, estão cansadas da ideia de mais violência, truculência e populismo. Essa ideia de que as pessoas querem uma linha dura de 'bandido bom é bandido morto' não se sustenta", afirmou Carolina. Os resultados da pesquisa apontam que a população prioriza medidas voltadas à eficiência das políticas públicas. Enquanto 32% dos entrevistados defendem o aumento do efetivo policial, 65% afirmam que o mais importante é ter policiais mais bem preparados. Outro dado mostra que 39% concordam com o aumento das penas para crimes, mas 55% avaliam que a prioridade deveria ser a aplicação efetiva das leis já existentes a todos os criminosos. Com base nesses resultados, o Sou da Paz elencou cinco prioridades para a área de segurança pública: Fortalecer as polícias com treinamento contínuo, melhor remuneração, investimentos em tecnologia e atenção à saúde mental dos profissionais; Enfrentar o crime organizado por meio de inteligência e integração entre órgãos de fiscalização. O documento alerta que as facções ampliaram sua atuação para além do tráfico de drogas, avançando sobre setores como combustíveis, internet, garimpo e transporte; Reduzir roubos e furtos, especialmente de celulares. Atualmente, mais de 2 mil aparelhos são roubados ou furtados por dia no Brasil. A proposta é combater toda a cadeia criminosa, incluindo os receptadores; Proteger meninas e mulheres, com ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e monitoramento de agressores; Retirar armas ilegais de circulação. Segundo o instituto, o combate ao tráfico de armas ajuda a reduzir as formas mais graves de violência, que resultam em mortes.
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