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Estudantes da USP exigem contratação de novos professores. Na terça (26), houve uma passeata na Cidade Universitária Alex Silva/Estadão Conteúdo Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram na noite desta segunda-feira (8) um indicativo de fim de greve estudantil, após 54 dias de paralisação das atividades, em busca de melhorias na universidade. Em assembleia geral convocada pelo Diretoria Central Estudantil (DCE), os alunos decidiram, por maioria, recomendar o encerramento da paralisação e o retorno às aulas nas unidades da universidade. Pela contagem do DCE, foram 323 votos a favor do encerramento da greve, contra 255 para manter a paralisação. Segundo o diretório, a decisão não encerra automaticamente o movimento. Agora, cada faculdade deverá realizar suas próprias assembleias nos próximos dias para deliberar sobre a retomada das atividades ou não dentro da universidade. Alunos das faculdades de Direito e Medicina e da Escola Politécnica já retomaram as aulas no interior paulista. Na capital, o primeiro grupo a retomar as atividades formalmente foi da Escola de Enfermagem, que no último dia 02 de junho, deliberou pelo fim do movimento, após 47 dias de paralisação. “Esse ciclo de greve representou um dos momentos mais importantes de organização, luta e acúmulo político recente do movimento estudantil da USP e das estaduais paulistas. A Mobilização construída foi capaz de produzir avanços concretos e arrancar conquistas relevantes, demonstrando pressão política e transformação da universidade”, disse o Centro Acadêmico 31 de Outubro. Comunicado do Centro Acadêmico 31 de Outubro, da Escola de Enfermagem da USP, sobre o fim da greve dos estudantes. Reprodução/Redes Sociais Na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, o Centro Acadêmico XI de Agosto também defendeu a retomada das aulas. “Após semanas de mobilização, é preciso fazer um balanço honesto da conjuntura. A greve conquistou avanços importantes nas negociações com a Reitoria, mas hoje enfrenta um cenário de perda de força, redução dos quóruns, saída da maioria das unidades e falta de unidade entre os campi”, declarou. “Seguimos defendendo as pautas que levaram milhares de estudantes à luta, especialmente a valorização do PAPFE e o fortalecimento das políticas de permanência estudantil. Mas acreditamos que a continuidade de uma greve cada vez mais fragmentada não fortalece o movimento”, declarou o órgão estudantil. Initial plugin text Nova tentativa de invasão e prisões Seis pessoas foram presas após tentarem invadir prédio da USP Apesar do fim iminente da greve estudantil, seis pessoas foram presas pela Polícia Militar (PM), após tentarem invadir o Prédio da Administração Central da Universidade de São Paulo (USP), na noite desta segunda-feira (8). Pessoas encapuzadas, munidas de paus e cassetetes, entraram no prédio e agrediram os seguranças, inclusive disparando rojões e fogos de artifício contra eles. A Polícia Militar foi acionada e, logo em seguida, retirou os invasores e liberou as portarias do prédio. Diversos membros da guarda universitária sofreram escoriações e, pelo menos, três tiveram ferimentos mais graves e foram levados ao Hospital Universitário. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou que não tem relação com o ocorrido. Os detidos foram encaminhados ao 7° Distrito Policial da Lapa, onde o caso foi registrado, mas foram liberados no início da manhã. Polícia Militar foi acionada após grupo de pessoas tentarem invadir prédio da USP, em SP Reprodução
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