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Israel volta a atacar o Líbano e inclui pela primeira vez área cristã de Tiro em ordem de evacuação | Collector
Israel volta a atacar o Líbano e inclui pela primeira vez área cristã de Tiro em ordem de evacuação

Israel volta a atacar o Líbano e inclui pela primeira vez área cristã de Tiro em ordem de evacuação

Apenas um dia após o Irã ameaçar retomar os ataques contra Israel caso o país mantivesse suas operações no Líbano, bombardeios israelenses mataram ao menos 14 pessoas no sul do país, incluindo um adolescente de 16 anos. As ofensivas atingiram cidades e vilarejos em diferentes partes do sul libanês, colocando novamente sob pressão o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Pela primeira vez, ordens de evacuação emitidas pelo Estado judeu citaram toda a cidade de Tiro, incluindo bairros cristãos anteriormente preservados. Entenda: Ataques contra Israel confirmam que a era da 'paciência estratégica' chegou ao fim em Teerã Pressão à mesa: Retomada dos ataques de Israel expõe temor de Netanyahu com o acordo que os EUA negociam com o Irã Militares israelenses afirmaram, sem apresentar provas, que integrantes do Hezbollah estavam operando no local. No X, o porta-voz em língua árabe das Forças Armadas de Israel, Avichai Adraee, disse que, diante das “ações de agentes do Hezbollah dentro do bairro cristão da cidade”, o Exército seria “obrigado a agir contra suas atividades terroristas na área em um futuro próximo”. O órgão militar já havia ameaçado atacar o bairro na semana passada, levando autoridades libanesas a visitarem a região para tranquilizar os moradores. Situada na costa do Mediterrâneo, Tiro é a maior cidade localizada ao sul do rio Litani, uma linha de demarcação importante nos conflitos entre Israel e o Hezbollah. Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial, a cidade abriga sítios arqueológicos preservados, incluindo ruínas da época romana, e tinha cerca de 100 mil habitantes antes do início da guerra atual. A cidade possui maioria muçulmana xiita, além de comunidades sunitas e cristãs. Três campos oficiais administrados pela agência das ONU para refugiados palestinos (UNRWA) ficam próximos à cidade, assim como outras áreas com grande população palestina. Nos últimos meses, Tiro serviu como refúgio para moradores que deixavam áreas mais próximas da fronteira com Israel. Ao mesmo tempo, a cidade passou a ser alvo recorrente de ataques aéreos, levando parte da população a buscar segurança em regiões mais ao norte do Líbano. Com a nova ordem de evacuação, abrigos de emergência ficaram rapidamente lotados, enquanto equipes de resgate atuavam para retirar moradores idosos da área. Nível máximo: Pentágono vê crescente ameaça de espionagem vinda de Israel Aumento das tensões O agravamento da situação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Israel e Irã. No domingo, um ataque israelense ao bairro de Dahiyeh, na periferia sul de Beirute, onde o Hezbollah exerce forte influência, desencadeou uma troca direta de ataques entre os dois países pela primeira vez desde a entrada em vigor de uma trégua em abril. Na segunda-feira, o comando conjunto das Forças Armadas iranianas anunciou a suspensão de ataques ofensivos, mas advertiu que novas “agressões e atos hostis” de Israel e de seus aliados, incluindo no sul do Líbano, seriam respondidos com medidas “muito mais severas e devastadoras do que antes”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel continuará suas operações contra o Hezbollah no território libanês e declarou que o país exercerá seu direito à autodefesa “em toda a extensão necessária”. O ministro da Defesa, Israel Katz, rejeitou as ameaças iranianas e afirmou que qualquer tentativa de Teerã de atacar Israel será respondida “com grande força”. Análise: Como a estratégia de Israel no Líbano foi frustrada pelo Hezbollah e por Trump Enquanto isso, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que Israel e Irã concordaram em interromper os ataques mútuos e disse acreditar que um acordo entre Washington e Teerã poderá ser concluído nos próximos dias. Autoridades iranianas, porém, não responderam imediatamente às declarações. Em meio aos esforços diplomáticos, o embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, declarou à emissora al-Jadeed que o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, concordou com um cessar-fogo. Segundo ele, as negociações entre Israel e Líbano deverão ser retomadas em 22 de junho, em Washington. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Defesa do Líbano, entre 17 de abril e 7 de junho, Israel realizou 3.491 ataques aéreos considerados violações do cessar-fogo. O relatório registra ainda 407 bombardeios, seis operações com tratores e máquinas de remoção e seis incursões terrestres de tropas israelenses. Pelo menos 3.526 pessoas foram mortas no país, enquanto outras 10.733 ficaram feridas. (Com AFP e New York Times)

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