Jornal O Globo
O presidente dos EUA, Donald Trump, foi vaiado ruidosamente na noite de segunda-feira (madrugada de terça em Brasília) no ginásio Madison Square Garden, em Nova York, ao comparecer para assistir ao Jogo 3 das Finais da NBA entre o New York Knicks e o San Antonio Spurs. O caso ocorreu em meio a críticas de torcedores da franquia ao republicano, cuja presença afetou a programação ao redor da arena por motivos de segurança — criando uma nova situação de desconforto para Trump em frente às câmeras nos últimos dias. Clima hostil: Política migratória dos EUA impõe obstáculo inédito a jogadores, árbitros e comissões técnicas na Copa do Mundo 2026 Aliado e amigo próximo: Trump nomeia seu ex-advogado pessoal para cargo de secretário de Justiça As vaias aconteceram antes do início da partida. Enquanto o hino nacional dos EUA era executado na arena, a imagem do presidente apareceu no telão, provocando a reação adversa da torcida. Em fala a jornalistas após o jogo, o republicano minimizou o caso, e disse que percebeu a manifestação em sua cidade natal como "na maioria aplausos". Também destacou que foi uma reação muito "barulhenta" e "entusiasmada". Trump é vaiado no Madison Square Garden, em Nova York, antes do jogo das finais da NBA Integrante da alta sociedade nova-iorquina antes de entrar na vida política, a ida de Trump ao jogo dos Knicks — equipe de Manhattan que não vence um título da NBA desde 1973 —, não chega a ser uma novidade, considerando que o Madison Square Garden é um palco acostumado à presença de grandes estrelas na plateia. As adaptações exigidas pela segurança presidencial, porém, provocaram desconforto. Initial plugin text Para que Trump pudesse assistir à partida, foi estabelecido um amplo perímetro de segurança ao redor da arena. Torcedores com ingressos para o jogo foram orientados a chegar com pelo menos duas horas antes do início da partida para verificações de segurança semelhantes a de aeroportos. Não foi permitida a entrada de bolsas no ginásio, enquanto a tradicional área reservada aos fãs na parte externa do ginásio, que os times da liga costumam montar para que torcedores sem ingressos possam viver a atmosfera da partida, foi cancelada. Torcedores do New York Knicks protestam contra a presença do presidente dos EUA, Donald Trump, do lado de fora do Madison Square Garden Charly Triballeau/AFP A resposta adversa em um ambiente familiar acontece em um momento em que o presidente enfrenta uma crise de popularidade entre os americanos. Pesquisas recentes indicaram que a desaprovação ao republicano chegou a 62% no começo de maio. Temas como a continuidade da guerra contra o Irã, que virou alvo de questionamentos inclusive dentro da base mais radical do movimento Maga, corroem a popularidade do presidente. Em meio aos cenários de pressão nos contextos interno e externo, o presidente demonstrou irritação em aparições públicas recentes. No domingo, Trump se retirou de uma entrevista durante o programa "Meet the Press", da emissora americana NBC, ao ser questionado sobre a falta de evidências de que as eleições presidenciais de 2020 (em que ele foi derrotado por Joe Biden) foi roubada — uma teoria que o republicano continua usando para mobilizar apoiadores. Initial plugin text Na ocasião, Trump xingou a apresentadora Kristen Welker e acusou o programa e outras emissoras dos EUA, como ABC, CBS e CNN, de serem "uma fraude". Alguns telespectadores afirmaram que o presidente teria tido dificuldade de se retirar do palco. Sob olhares de Trump na madrugada de terça, o New York Knicks perdeu para o Spurs pelo placar de 115 a 111. (Com AFP
Go to News Site