Jornal O Globo
O alunos da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram na noite de segunda-feira (8) o fim de uma greve estudantil que durava quase dois meses. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE) que representa o corpo discente da instituição, um acordo para o fim da paralisação saiu após a reitoria concordar com demandas relativas ao estabelecimento de cotas para pessoas transgênero e facilitação do acesso de indígenas a vagas na universidade. Veja o resultado: Apenas cinco universidades brasileiras melhoram posição em ranking global de 2026 Em comunicado, o DCE afirma que manterá, porém, uma manifestação prevista para amanhã como um protesto pela "não retaliação do movimento estudantil". O ato será na sede do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp). O acordo para finalização da greve, que durou 54 dias, foi fechado em assembléia na noite de ontem, numa votação que terminou com 323 votos pelo fim do movimento, contra 255 pela continuidade. O DCE afirma que aguarda uma reunião com representente da pró-reitoria de graduação da USP para discutir os termos do cumprimento do acordo. Faculdade de Direito: Ex-professor da USP é denunciado pelo MP por estupro, assédio e importunação sexual contra alunos Além de mudanças nas regras de acesso à universidade e reajuste de bolsas, os estudantes reivindicavam melhorias nos restaurantes gerais da instituição (os "bandeijões") e no Conjunto Residencial da USP (Crusp). Ontem, na ocasião da realização da assembleia, um grupo de seis jovens foi detido após invadir o prédio da reitoria, trocar agressões com seguranças e tentar instalar barricadas. O DCE disse não ter relação com os invasores, que declararam na ocasião serem contra o fim da greve.
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