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Contra filas longas nos aeroportos, Portugal reforçará a verificação manual de documentos de viajantes | Collector
Contra filas longas nos aeroportos, Portugal reforçará a verificação manual de documentos de viajantes

Contra filas longas nos aeroportos, Portugal reforçará a verificação manual de documentos de viajantes

A partir de 3 de julho, Portugal voltará a adotar a checagem manual da documentação dos viajantes em seus aeroportos internacionais, como uma tentativa de acabar com as longas filas que têm causado grandes transtornos aos passageiros desde a implementação do novo sistema eletrônico de entrada e saída da União Europeia. A mudança do modelo de verificação, no entanto, acontecerá apenas quando o tempo de espera for maior que 40 minutos, segundo o secretário português de Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado. Outras medidas que serão tomadas, segundo o secretário, serão o reforço no contingente de agentes de fronteira nos aeroportos — o de Lisboa, por exemplo, receberá mais 49 agentes — e o aumento na quantidades de e-gates, os pontos de autoatendimentos onde os passageiros podem apresentar seus passaportes eletrônicos e inserir seus dados pessoais e biométricos. As alterações, segundo Machado, já foram comunicadas à Comissão Europeia, responsável pelo Sistema Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês). Lisboa: do ouro do Brasil à arte contemporânea, cinco novas atrações para visitar na capital portuguesa EES: saiba como funciona o novo sistema de controle de fronteiras nos aeroportos da Europa Durante sua recente visita ao Rio de Janeiro, onde esteve para participar de compromissos como o festival Vinhos de Portugal, no último fim de semana, Machado afirmou ao GLOBO classificou as filas como "um constrangimento" aos milhares de viajantes de fora do bloco europeu, especialmente os de Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, que estão entre os principais mercados emissores de turistas ao território lusitano. — Pedimos desculpas aos cidadãos brasileiros que chegam a Portugal e são confrontados com esse constrangimento. Queremos resolver rapidamente essa questão, que tem sido uma grande preocupação para o governo — afirmou Machado. — Por isso já comunicamos à Comissão Europeia que iremos suspender a checagem eletrônica e trocar pela manual assim que detectarmos que o tempo entre descer da aeronave e sair do aeroporto chegar a um limite razoável, que é de, no máximo, 40 minutos. Desde a primeira fase de implementação do EES, no final de 2025, e sobretudo a partir de abril, quando passou a ser obrigatório, o novo sistema eletrônico vem sendo motivo de dor de cabeça para as autoridades portuguesas, com filas que facilmente ultrapassavam as duas horas de espera, já tendo chegado a seis ou até mesmo oito horas nos momentos mais críticos. Por diversas vezes, as autoridades portuguesas suspenderam, temporariamente, o sistema. Para Machado, no entanto, as dificuldades enfrentadas não são exclusividade de Portugal: — Não tem sido um problema só de Portugal. Desde que esse sistema foi implantado, tem afetado os aeroportos de todos os 29 países que aderiram. A Grécia, que também depende muito do turismo, já avisou que irá suspender o sistema. A própria IATA (associação internacional das companhias aéreas) pediu para que o EES fosse suspenso até setembro. A nova medida passará a valer no começo do verão no Hemisfério Norte, período de alta temporada para um setor que representa cerca de 15% do Produto Interno Bruto português, movimentando mais de 29,4 bilhões de euros só em 2025. De acordo com Machado, em 2025 o país recebeu 32 milhões de visitantes internacionais. Destes, cerca de 1,5 milhão de brasileiros. — Os dados de Portugal, neste momento, apontam para um crescimento (no número de visitantes internacionais). No caso do Brasil, em janeiro, o número de visitantes subiu 17% em relação ao ano passado. Atualmente, o Brasil é o nosso sexto principal mercado, e, entre os brasileiros, Portugal é o terceiro destino internacional mais desejado, atrás de Estados Unidos e Argentina. Nossa meta é conquistar este segundo lugar ainda em 2026, e, em breve, o primeiro também — projeta Machado. - O Brasil tem potencial para passar de 1,5 milhão para 2,5 milhões, que é o número de visitantes da Alemanha, por exemplo. O potencial de crescimento apontado por Machado se apoia, também, na expansão do aumento da conectividade entre os dois países. Ao longo de 2026, a TAP estabelecerá duas novas rotas para destinos brasileiros: os voos diretos de Lisboa para Florianópolis (a partir de 2 de julho) e São Luís (em 26 de outubro). Com esses, serão 16 rotas de voos sem escalas entre Brasil e Portugal, sendo 15 da companhia aérea portuguesa e uma da Azul (Campinas-Lisboa). Outra esperança reside também na ampliação do Aeroporto Internacional Humberto Delgado, também conhecido como Aeroporto da Portela, em Lisboa. No momento, estão sendo construídas mais 11 portas de embarque, que poderão, nas palavras de Machado, atender melhor à demanda de voos para a cidade. O aumento da capacidade de receber mais passageiros, no entanto, não acaba com a necessidade de se construir um novo aeroporto para atender a capital portuguesa. — O projeto já foi aprovado e estamos agora na fase dos estudos de impacto ambiental. A construção é muito importante não apenas para ampliarmos a nossa capacidade de receber mais visitantes, mas também para diminuir a pressão urbana em Lisboa, já que o aeroporto da Portela acabou por ficar mesmo dentro da cidade. Nossa expectativa é que até 2035 o novo aeroporto já esteja concluído, assim como a infraestrutura de acesso a ele — diz Machado, lembrando que o novo aeroporto será batizado de Luís Vaz de Camões e ficará em Alcochete, município a 40 quilômetros de Lisboa, do outro lado do Rio Tejo.

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