Collector
Giriş Yap
Justiça determina recuperação de área onde hospital seria construído em São Luís | Collector
Justiça determina recuperação de área onde hospital seria construído em São Luís

Justiça determina recuperação de área onde hospital seria construído em São Luís

Martelo da Justiça MPCE/ Divulgação A Justiça determinou que a Prefeitura de São Luís recupere uma área degradada de quase 99 mil metros quadrados na Rua da Caema, no bairro Alto do Calhau. A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, e foi assinada no dia 6 de junho. O município deverá executar um Plano de Recuperação de Área Degradada ou Perturbada (PRAD). Entre as medidas determinadas pela Justiça estão obras de recuperação ambiental, retirada de entulhos e estruturas de concreto abandonadas no local, além do reflorestamento da área degradada. Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A Prefeitura também foi condenada a pagar R$ 300 mil por danos morais coletivos e ambientais. O valor será destinado ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos (FEPDD). Entenda o caso A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA) em uma Ação Civil Pública. O órgão investigou a degradação da área onde seria construído um Hospital Central de Emergência pela Prefeitura de São Luís. Segundo o Ministério Público, em abril de 2012, a prefeitura iniciou a implantação do hospital em uma área próxima à Avenida Luís Eduardo Magalhães. Para isso, foram feitas obras de terraplanagem e retirada da vegetação nativa. No entanto, o projeto foi abandonado posteriormente. Após a paralisação da obra, o terreno foi abandonado sem medidas de contenção ou drenagem. Segundo vistorias da Blitz Urbana, a obra alterou a estrutura do terreno e provocou erosões. O material carregado pela chuva atingiu mananciais e áreas de preservação permanente do Rio Calhau. Na defesa apresentada à Justiça, o município alegou “fragilidade ambiental da área e inadequação do projeto quanto às normas de acessibilidade” do Sistema Único de Saúde (SUS). Na decisão, o juiz afirmou que a conduta do município teve “elevada reprovabilidade social administrativa”. Segundo o magistrado, a prefeitura iniciou uma obra de grande impacto ambiental, retirou vegetação nativa e alterou a estrutura do terreno. Depois, abandonou a área sem adotar medidas de proteção, o que provocou erosões e ameaçou o Rio Calhau. Na decisão, o juiz também afirmou que houve omissão da administração municipal diante dos problemas ambientais identificados desde 2013. “A inércia prolongada da administração municipal em sanar o problema ambiental (...) demonstra descaso com os recursos hídricos urbanos e áreas de proteção ambiental da cidade”, declarou o magistrado. Agora no g1

Go to News Site