Jornal O Globo
O senador mineiro Cleitinho Azevedo (Republicanos) alfinetou na semana última semana o presidente do seu partido, Marcos Pereira, ao comentar sobre a definição de seu nome para a disputa do governo de Minas. O parlamentar, que lidera nas pesquisas de opinião, não confirma se de fato será candidato. Longe da liderança em Minas, Simões acha 'mais conveniente' Zema ser vice de Flávio ou não disputar o Planalto Reação: Zema minimiza fala de Simões para desistir da candidatura e apoiar Flávio, diz ser 'mera ideia' Em entrevista para a newsletter 'Jogo Político', Cleitinho declarou sobre o presidente do Republicanos: — Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido — diz o parlamentar. Após a publicação da entrevista, Pereira reagiu às declarações e disse que o mineiro não o conhece que parece não saber o caminho que quer seguir na vida política: — Ele realmente não me conhece. Eu já disse várias vezes que ele terá legenda, mas me parece que ele não tem segurança do que realmente ele quer. Quem me conhece, o que não é o caso dele, sabe que só tenho uma palavra — rebateu o deputado em mensagem enviada ao GLOBO. Na mesma entrevista, o parlamentar de Minas chamou o ex-deputado federal Eduardo Cunha, a aposta de seu partido para puxador de votos no estado para a Câmara dos Deputados, de “vagabundo”. Cleitinho também criticou o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. — Falso profeta, nem quero me aproximar. Cleitinho, que na última pesquisa Quaest apareceu com 37% das intenções de votos, deixou em aberto se irá ou não concorrer ao governo do estado, dizendo que só vai "decidir depois": — Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? Só que eu não preciso ficar latindo que sou candidato, não, quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto. É tipo o que acontece com os artistas. O cantor chega para um show e vai para o camarim, oras, não fica andando lá no meio do povo. Senão as pessoas dão uma brochada. É tudo estratégia minha. Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa.
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