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Ex-governador do Rio e inelegível, Wilson Witzel oficializa pré-candidatura ao mesmo cargo | Collector
Ex-governador do Rio e inelegível, Wilson Witzel oficializa pré-candidatura ao mesmo cargo

Ex-governador do Rio e inelegível, Wilson Witzel oficializa pré-candidatura ao mesmo cargo

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, oficializou nesta segunda-feira sua pré-candidatura ao mesmo cargo pelo partido Democrata. Eleito na esteira da onda bolsonarista em 2018, Witzel tornou-se o primeiro governador a sofrer impeachment no estado desde a ditadura militar. 'Mera ideia': Zema minimiza fala do atual governador de MG para desistir da candidatura e apoiar Flávio Eleição: PT tenta conter crise com PSB após João Campos reagir à defesa de palanque duplo para Lula O lançamento da campanha foi realizado na sede estadual do partido, na capital fluminense. Em fevereiro, ele já havia feito um vídeo em suas redes, mas estava sem partido. No anúncio de ontem, o pré-candidato ao governo fluminense destaca que “o Rio precisa de ordem” e que a “injustiça não dura para sempre”. Witzel governou o estado de 2019 a 2021, e foi acusado crime de responsabilidade por seu suposto envolvimento em fraudes na compra de equipamentos e celebração de contratos durante a pandemia da Covid-19. Ele ficou inelegível e impedido de exercer cargos públicos por cinco anos. Entre as principais propostas do ex-chefe de estado elencadas nesta segunda está segurança com tolerância zero; a criação de 100 escolas cívico-militares; fundação da Secretaria Estadual de Capelania, com objetivo de abarcar a fé como política pública; valorização dos serviços públicos; e desenvolvimento para todo o estado do Rio. Em postagem realizada no Instagram, o político comemora o lançamento da pré-candidatura e pontua que a campanha não é “por vaidade, mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão”. “Eles me derrubaram, mas não me quebraram”, diz o político no post. Natural de Jundiaí (SP), Witzel também foi defensor público no Rio de Janeiro antes de ingressar no governo. Em 2018, o político deixou o cargo de juiz federal para se candidatar e venceu as eleições naquele ano. Em junho de 2020, foi instaurado o processo de impeachment contra Witzel com a alegação de crime de responsabilidade. A Investigação que apurou os desvios na área da saúde foi conduzida pelo Ministério Público Federal e julgada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Em abril de 2021, ex-governador sofreu o impeachment: o Tribunal Especial Misto decidiu, de forma unânime, pelo afastamento definitivo do cargo de governador por crimes de responsabilidade de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e o tornou inelegível por cinco anos. Na época, o político afirmou que planejava continuar na política. (*Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito)

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