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Exposição 'Troia e Roma' no Coliseu exibirá mais de 220 artefatos vindos da Turquia | Collector
Exposição 'Troia e Roma' no Coliseu exibirá mais de 220 artefatos vindos da Turquia

Exposição 'Troia e Roma' no Coliseu exibirá mais de 220 artefatos vindos da Turquia

Desejando destacar as raízes anatólicas da cidade, a Turquia emprestou mais de 220 artefatos que serão exibidos na mostra 'Troia e Roma', que será inaugurada nesta sexta-feira e ficará em exibição até 18 de outubro no Parque Arqueológico do Coliseu, na Itália. 'Me senti usadíssima': diz Regina Casé sobre nudez em filme Saiba mais: livro recupera história de Nora Ney, a cantora de ‘Ninguém me ama’ que sofreu tentativa de feminicídio A iniciativa faz parte do acordo bilateral assinado em abril de 2025, em Roma, entre o Ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli , e o Ministro da Cultura e Turismo da República da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy , com o objetivo de fortalecer a cooperação cultural entre os dois países. A exposição apresenta mais de 300 artefatos, provenientes de alguns dos principais museus da Itália e de Troia, muitos dos quais nunca foram exibidos no país italiano. O percurso da exposição, introduzido por uma réplica monumental do Cavalo de Troia, reúne itens arqueológicos essenciais para a compreensão do patrimônio histórico e mítico de Ílion com materiais que documentam a difusão e a reinterpretação do mito de Eneias até a fundação de Roma. —Quando você lê Homero, não tem uma ideia muito clara da identidade dos troianos. Mas, na época da Guerra de Troia, eles certamente faziam parte dos povos da Anatólia—afirmou Reyhan Korpe, vice-chefe das escavações de Troia e especialista em história antiga da Universidade de Çanakkale. Crítica: em ‘Confessions II — The Film’, Madonna mergulha numa inebriante nostalgia de si mesma Localizadas na costa do Mar Egeu da Turquia, as ruínas de Troia são um Patrimônio Mundial da UNESCO, abrangendo 185 hectares de pedras e muralhas em ruínas, pontilhadas por papoulas e esquilos correndo entre elas. Há 30 anos, Korpe percorre cada centímetro desse enorme sítio arqueológico, cujas camadas contam a história de nove assentamentos diferentes, com restos de muralhas entrelaçados e sobrepostos uns aos outros. —Passei um ano inteiro apenas caminhando entre as pedras, com mapas nas mãos, tentando entender como tudo se encaixava—contou ele à AFP. 'Choradeira Danada': Regina Casé fala sobre filme que reconstitui acidente grave do marido Troia foi fundada por volta de 3000 a.C. e permaneceu continuamente habitada até ser abandonada no século VI d.C. —Era a parte mais ocidental da civilização oriental—disse Korpe, explicando que isso foi o que deu importância à cidade. A Guerra de Troia, ocorrida por volta de 1200 a.C. e que durou dez anos até o cerco e a derrota da cidade — eventos parcialmente narrados na Ilíada — “foi o primeiro confronto entre o Oriente e o Ocidente”, afirmou Korpe, referindo-se ao mundo anatólio e ao seu equivalente grego. Para ele, foi a primeira guerra mundial. Essa ideia tem forte ressonância nessas colinas arborizadas, que vários milênios depois testemunharam as batalhas da Campanha de Galípoli, em 1915, quando tropas aliadas sofreram uma sangrenta derrota ao tentar tomar os Dardanelos do Império Otomano. Entenda: a música ocidental está perdendo complexidade, mostra estudo matemático Dos centenas de artefatos emprestados pela Turquia para a exposição em Roma, mais de 100 vieram do Museu de Troia, alguns deles exibidos ao público pela primeira vez. Uma das peças é um selo de bronze marcado com hieróglifos, descoberto em 1995, que oferece pistas importantes sobre as raízes anatólicas da cidade. —É o único vestígio de escrita encontrado em Troia redigido em uma língua anatólica, o que prova que a primeira língua falada ali era a dos povos luvitas— explicou Sinem Duzgoren, diretora do museu de Troia. Os luvitas eram um povo antigo que viveu no oeste e no sul da Anatólia durante as Idades do Bronze e do Ferro, e sua língua desempenhou papel importante no Império Hitita. Embora Troia não fosse uma cidade hitita, fazia parte da esfera do Império Hitita, que a chamava de Wilusa. Para os gregos, ela se tornou Ílion ou Ílios, na obra de Homero. De 'A viagem' a 'Harry Potter', nova onda de remakes cria 'atalhos emocionais' em meio a excesso de conteúdo —Essas peças talvez não sejam as mais espetaculares, mas são as mais importantes do ponto de vista histórico, porque testemunham a história de Troia — afirmou Duzgoren à AFP. Também foram enviados para Roma diversos armamentos usados em guerras — pedras para fundas, facas, lanças e pontas de flecha. —Essas armas são mencionadas na Ilíada e datam do mesmo período citado por Homero. Mas essa realidade está muito distante dos combates épicos e romantizados retratados por Wolfgang Petersen no filme "Troia". Além de deixar como legado a réplica de 12 toneladas do Cavalo de Troia que domina a orla de Çanakkale, o filme ajudou significativamente a renovar o interesse pela antiga cidade, observou Korpe. —Nem os produtores nem o diretor vieram aqui, embora tenha sido justamente nessa época que fizemos algumas das descobertas mais importantes — lamentou— Mas o número de turistas realmente aumentou, mesmo que eles estivessem apenas procurando vestígios de Brad Pitt entre as ruínas.

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