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Vereador de Joinville tem mandato cassado após chamar colega de 'velho gagá' durante briga em reunião | Collector
Vereador de Joinville tem mandato cassado após chamar colega de 'velho gagá' durante briga em reunião

Vereador de Joinville tem mandato cassado após chamar colega de 'velho gagá' durante briga em reunião

Cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL) será analisada em plenário O vereador de Joinville Cleiton Profeta (PL) teve o mandato cassado na segunda-feira (8) após uma votação na Câmara da cidade mais populosa de Santa Catarina, no Norte do estado. A decisão recebeu 13 votos favoráveis, enquanto dois vereadores votaram pela absolvição e três se abstiveram. A perda imediata do cargo e dos direitos políticos por oito anos ocorre após uma briga que teria envolvido Profeta e o vereador Henrique Deckmann (MDB). Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo emedebista, ele teria sido chamado pelo colega de “velho gagá” após uma discussão sobre a pauta de uma reunião (leia mais abaixo). ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A defesa do político informou que vai pedir na Justiça a anulação do processo e pleitear um retorno do vereador às funções parlamentares. Em nota, o vereador do PL informou que seguirá adotando todas as medidas jurídicas cabíveis “para buscar a revisão desta decisão e garantir o respeito ao devido processo legal e aos princípios democráticos” (íntegra abaixo). Briga entre vereadores O processo que resultou na perda do mandato de Cleiton Profeta teve início em março deste ano, quando uma denúncia feita pelo vereador Henrique Deckmann (MDB) foi formalizada contra Profeta por quebra de decoro parlamentar. Segundo o boletim de ocorrência, a reunião convocada pelo presidente da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), Diego Machado (PSD), em 25 de fevereiro, acabou escalonando para uma briga e um boletim de ocorrência foi registrado por Deckmann contra o colega. A conversa tinha como objetivo reforçar a importância do respeito mútuo, do diálogo responsável e da convivência harmoniosa entre os parlamentares. Profeta afirmou que não ficaria na reunião "se o tema fosse este”. Deckmann, entretanto, disse que o petista já havia avisado antes mesmo do encontro que precisaria se ausentar por conta de outro compromisso. Consta no documento que o vereador do PL, então, interveio e pediu que Profeta ficasse na reunião, momento em que Profeta teria se aproximado “praticamente colando seu rosto" . Ele relatou que "só não foi encostado naquele momento pois recuou, andando para trás enquanto o ofensor prosseguia com o avanço.” Na denúncia, Deckmann afirma que foi ofendido por Profeta, inclusive sendo chamado de “velho gagá”. Vereador de Joinville tem mandato cassado após chamar colega de “velho gagá” durante briga Mauro Artur Schlieck (CVJ) Veja quem votou a favor da cassação Érico Vinicius (Novo) Alisson (Novo) Neto Petters (Novo) Vanessa Venzke Falk (Novo) (Adilson Girardi (MDB) Henrique Deckmann (MDB) Pelé (MDB) Kiko da Luz (PSD) Pastor Ascendino Batista (PSD) Mateus Batista (União Brasil) Liliane da Frada (Podemos) Lucas Souza (Republicanos) Vanessa da Rosa (PT) Votaram pela absolvição Instrutor Lucas (PL) Wilian Tonezi (PL) Abstenção Brandel Junior (Republicanos) Diego Machado (PSD) Tânia Larson (União Brasil) O que diz Cleiton Profeta “Recebo a decisão tomada pela maioria dos vereadores e não posso deixar de registrar minha profunda discordância e revolta com o resultado. Desde o início, sustentei que este processo foi marcado por questionamentos jurídicos relevantes, nulidades e situações que comprometeram a necessária imparcialidade que se espera de qualquer julgamento. Ainda assim, o processo seguiu e a decisão foi tomada.Tenho a consciência tranquila de que jamais traí a confiança dos eleitores que me colocaram na Câmara Municipal. Fui eleito para fiscalizar, denunciar irregularidades, confrontar interesses estabelecidos e defender aquilo em que acredito. Foi exatamente isso que fiz durante todo o meu mandato. Este processo sempre teve lado, sempre teve interesse e sempre teve um objetivo: retirar da câmara um vereador que não se curvou ao sistema político instalado em Joinville. O Partido Novo, que construiu sua imagem nacional falando em liberdade, fiscalização e combate aos privilégios, mostrou sua verdadeira face em Joinville. Para tal, tiveram o apoio do PT e do MBL para me cassar. Quando a fiscalização passou a incomodar e a população entendeu o que realmente ocorria na gestão desta cidade, abandonaram o discurso e recorreram aos mesmos métodos da velha política que diziam combater. É impossível ignorar a pressão exercida nos bastidores para garantir este resultado. Muitos vereadores chegaram a reconhecer as fragilidades do processo, mas, na hora da votação, prevaleceu o peso do governo, dos acordos políticos e dos interesses obscuros. A cassação de um mandato legitimamente conquistado nas urnas não atinge apenas um vereador. Ela afeta diretamente milhares de cidadãos que escolheram ser representados por uma voz independente, firme e atuante. Seguirei adotando todas as medidas jurídicas cabíveis para buscar a revisão desta decisão e garantir o respeito ao devido processo legal e aos princípios democráticos. A luta não termina aqui”. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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