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Árbitro somali tirado da Copa pela Fifa após ser barrado pelos EUA faria história pelo seu país; conheça | Collector
Árbitro somali tirado da Copa pela Fifa após ser barrado pelos EUA faria história pelo seu país; conheça

Árbitro somali tirado da Copa pela Fifa após ser barrado pelos EUA faria história pelo seu país; conheça

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan em foto de janeiro de 2024. Kenzo Tribouillard/AFP O árbitro somali Omar Artan, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos e foi cortado da Copa do Mundo pela Fifa, estava prestes a fazer história pelo seu país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Artan seria o primeiro árbitro da Somália a apitar em uma Copa do Mundo após entrar na lista final da Fifa para o torneio, anunciada dois meses atrás. Ele é um dos principais árbitros da África e foi eleito o melhor árbitro masculino do continente em 2025. O sonho, no entanto, teve que ser adiado. A Fifa o cortou do quadro de arbitragem da Copa após ele ter sua entrada negada no Aeroporto Internacional de Miami. A entidade máxima do futebol disse na segunda-feira (8) que "não se envolve nos processos de imigração dos países-sedes". A decisão de negar a um oficial de arbitragem designado pela Fifa a permissão para entrar no país-sede da Copa do Mundo é altamente incomum. Artan deveria se reunir com outros árbitros do Mundial na base de treinamento em Miami. Artan faria história pela Somália Artan foi elogiado como um dos melhores árbitros da África e apitou o jogo decisivo da final da Liga dos Campeões Africana no mês passado — a principal competição de clubes do continente. Em entrevista recente à rede Al Jazeera, ele falou sobre a honra de ser escolhido como o primeiro somali a apitar uma Copa do Mundo e sobre os desafios enfrentados em seu país marcado por conflitos, incluindo a necessidade de mudar rotas para o treino por causa de explosões nas ruas da capital, Mogadíscio. “Você não pode desistir como árbitro”, disse Artan na entrevista. “Ir para a Copa do Mundo era meu grande objetivo, e estou realmente empolgado.” Interrogado por 11 horas nos EUA e submetido a 'inspeção adicional' Artan disse ao jornal norte-americano "The New York Times" que foi entrevistado por 11 horas no aeroporto de Miami por agentes de fronteira, que perguntaram por que ele viajou aos EUA e o questionaram sobre a política somali e o grupo militante al-Shabab, que luta uma insurgência contra o governo local. Ele afirmou ter mostrado documentos da FIFA e fotos de sua carreira como árbitro. Após o interrogatório, ele foi colocado em uma sala de retenção e enviado de volta em um voo para Istambul, na Turquia, de onde havia embarcado em conexão para os EUA. “Acho que eles têm um problema com meu país”, disse Artan ao The New York Times, acrescentando que tinha os documentos e o visto corretos. Segundo o jornal, ele não foi informado sobre o motivo da recusa. O Ministério da Juventude e Esportes da Somália afirmou nesta terça-feira (9) que sua embaixada nos EUA tentava resolver o problema para permitir que Artan apite na Copa do Mundo, que começa já na próxima quinta-feira (11). A recusa pode estar relacionada às restrições mais amplas impostas à Somália “e não a qualquer acusação específica contra ele”, disse Isse Aden Abshir, assessor sênior do ministério, à agência de notícias Associated Press. A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou em comunicado na segunda que Artan “passou por inspeção adicional” ao chegar a Miami, e classificou o procedimento como “parte rotineira do processo quando os agentes precisam verificar informações ou determinar admissibilidade”. “Após a inspeção, o viajante, um árbitro da Copa do Mundo da FIFA, foi considerado inadmissível devido a preocupações de verificação e teve a entrada negada”, disse o órgão. A agência afirmou que todos os viajantes que buscam entrar nos EUA — incluindo jogadores, técnicos e equipes da Copa — estão sujeitos a inspeção e verificação. “As decisões de admissibilidade são tomadas caso a caso com base em informações de segurança pública, segurança nacional e imigração disponíveis no momento da inspeção”, diz o comunicado. “Os agentes têm autoridade para questionar viajantes, realizar inspeções e determinar admissibilidade de acordo com a lei dos EUA.”

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