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Raquel Lyra evita cravar palanque duplo de Lula em Pernambuco, mas cita relação de 'confiança' com o petista | Collector
Raquel Lyra evita cravar palanque duplo de Lula em Pernambuco, mas cita relação de 'confiança' com o petista

Raquel Lyra evita cravar palanque duplo de Lula em Pernambuco, mas cita relação de 'confiança' com o petista

Sem cravar um palanque com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) ressaltou nesta terça-feira ter uma relação de “confiança” com o chefe do Executivo. A declaração ocorreu um dia após o ministro Wellington Dias declarar que o petista terá dois palanques no estado, fala que abriu uma nova frente de atrito entre o PT e o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB), adversário de Lyra no pleito deste ano. Após reclamação de João Campos: Presidente do PT desautoriza ministro de Lula e diz que partido terá somente um palanque em Pernambuco Entenda: Ala do TSE vê chance de adiar desfecho de julgamento sobre suspensão de pesquisa determinada por Nunes Marques — Nossa relação com o presidente é baseada no trabalho e na entrega, com a confiança que a gente conquistou do presidente e de seus ministros. Mas não é uma confiança de discurso, mas de quem quer trabalhar junto para fazer bem ao seu povo. O presidente é pernambucano e disse que não faltaria ao nosso estado — disse Lyra à CNN. Após a fala de Dias, Campos se queixou a Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da pré-campanha petista à Presidência, que passou a atuar para tentar conter a crise. — Essa posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário — afirmou Edinho. Dias disse na entrevista que a campanha à reeleição do petista deve ser acompanhada por uma articulação voltada ao centro político e defendeu a construção de palanques estaduais capazes de assegurar governabilidade em um eventual novo mandato, indicando que esse seria o caso de Pernambuco. — Temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição (em 2022) e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela— afirmou o ministro. Integrantes da cúpula do PSB ficaram incomodados com a declaração do ministro, já que são frontalmente contra a possibilidade de o petista subir também no palanque de Lyra, que busca a reeleição. O PSB tem tratado a eleição ao governo de Pernambuco como prioridade número um. Dirigentes da sigla dizem que a possibilidade de um apoio dividido de Lula no estado pode levar a uma reavaliação dos apoios do PSB ao PT em outras unidades da federação. Costura delicada A declaração do ministro do Desenvolvimento Social gerou também desconforto entre aliados de Lula, uma vez que há a avaliação que Pernambuco exige uma costura delicada, por se tratar de dois postulantes que indicam que deverão apoiar Lula. Interlocutores do presidente dizem ainda que o PSB é o principal aliado do PT nacionalmente e que é preciso evitar ruídos nessa relação. Esse estremecimento entre as duas siglas sobre eventual duplo palanque em Pernambuco, no entanto, não é novidade. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa era um dos aliados do presidente que defendia essa possibilidade, contrariando Campos. A avaliação, ali, era que a eleição de 2026 será apertada e, dessa forma, o petista não poderia prescindir de apoios. Campos era considerado favorito na disputa, mas o cenário mudou. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de maio mostrou uma virada de Raquel Lyra. O levantamento apontou a governadora na liderança da corrida, com 48% das intenções de voto, contra 43% do ex-prefeito, e também está à frente em um eventual segundo turno. Em abril, Campos aparecia com 12 pontos percentuais de vantagem contra a governadora.

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