Collector
Giriş Yap
'Esperamos voltar a vender o que há de melhor' aos chineses, diz diretor da Nvidia | Collector
'Esperamos voltar a vender o que há de melhor' aos chineses, diz diretor da Nvidia

'Esperamos voltar a vender o que há de melhor' aos chineses, diz diretor da Nvidia

Desde que o governo dos Estados Unidos apertou o cerco à exportação de chips para a China, a americana Nvidia ficou impedida de vender ao mercado chinês seus semicondutores mais potentes, apesar da relevante receita vinda do país para os negócios da companhia. Agora, após a visita de Donald Trump à China, em maio, que levou em sua comitiva o CEO da Nvidia, Jensen Huang, a empresa vê chances de espaço para uma flexibilização das regras. _ A gente espera, com essa última viagem (de Trump e o CEO Jensen Huang à China), voltar a ter oportunidade de vender o que há de melhor. Porque, se não, vai um pouco contra a nossa postura, que é a de levar o que há de melhor no mercado _ disse Márcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina, em conversa com jornalistas durante o Web Summit Rio. A declaração veio no rastro da visita de Donald Trump à Pequim, entre 13 e 15 de maio, quando o presidente levou o CEO da Nvidia, Jensen Huang, numa missão voltada a destravar negociações comerciais, incluindo a venda de chips de inteligência artificial americanos ao mercado chinês. A Nvidia precisou restringir o envio de seus produtos mais potentes aos chineses no últimos anos. A virada mais abrupta veio no final de 2024, nos últimos dias da administração Biden, segundo Aguiar. Naquela ocasião, o governo endureceu as regras, limitando até produtos fabricados fora dos EUA com tecnologia americana, além de incluir 140 empresas chinesas em uma lista de restrições e emitir orientações de "red flags" para que fornecedores investigassem compradores com mais rigor. — A gente entende e respeita as regras que nos foram impostas, não só pelo presidente Trump, mas ainda antes, na administração de Biden, quando tudo começou — disse Aguiar. — Depois houve um vaivém de negociações, e nos autorizaram a vender GPUs que não seriam as melhores. Isso para nós também incomodou um pouco, porque a gente quer prover a todos o que há de melhor em termos de tecnologia. Ações para evitar contrabando Com denúncias de que chips americanos estariam sendo contrabandeados para abastecer laboratórios de IA chineses, a Anthropic, dona do assistente Claude, apontou em relatório que modelos chineses estariam sendo treinados com chips da Nvidia no Sudeste Asiático. O representante da empresa na América Latina, no entanto, reforçou os controles internos existentes em todas as operações. — Vão surgindo pedidos de chips para empresas em países com os quais nunca tivemos relações comerciais. Perguntamos: para que você vai comprar isso? Se é para data center, pedimos toda a documentação — explicou Aguiar. — Se vem um pedido fora do normal, de uma empresa recém-formada que quer comprar grande quantidade de chips sem infraestrutura para alocar a produção, a gente não vende. Superchip para notebooks chega ao Brasil em novembro Aguiar também anunciou que a Nvidia pretende trazer ao Brasil, até novembro, o RTX Spark, superchip que integra processador (CPU), placa de vídeo (GPU) e memória numa estrutura única, permitindo rodar IA localmente em notebooks e miniPCs. A novidade, anunciada pelo CEO Huang nas últimas semanas, posiciona a Nvidia para brigar diretamente com Intel e AMD nos segmentos de notebooks e miniPCs. — Com a RTX Spark, vamos levar o conhecimento das nossas GPUs desenvolvidas para workstation, mesclando computação gráfica e inteligência artificial — disse o executivo.

Go to News Site