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Sobe para 9 o número de mortes por meningite em Mato Grosso em 2026 | Collector
Sobe para 9 o número de mortes por meningite em Mato Grosso em 2026

Sobe para 9 o número de mortes por meningite em Mato Grosso em 2026

André Biernath Nove pessoas morreram por meningite em Mato Grosso em 2026, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Ao todo, o estado já registrou 55 casos da doença neste ano, conforme dados divulgados nesta terça-feira (9). De acordo com a pasta, o número de mortes subiu de oito para nove após atualização do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que passou a incluir o óbito de Thauan da Silva Moreira, de 3 meses, em Tangará da Serra. Nos últimos três anos, este é o ano com mais casos confirmados da doença no estado. Em 2024, foram 18 e, no ano passado, 25. Para comparação, no total anual, foram 25 mortes em 2024 e 18 em 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Até o momento, o maior número de mortes está concentrada em crianças de 5 a 9 anos e em adultos de 35 a 59 anos (veja a tabela abaixo): Distribuição de óbitos por faixa etária em MT Já nos municípios do estado, Sorriso e Sinop lideram o número de mortes até essa terça-feira (9), com dois óbitos cada (veja abaixo as outras cidades que também tiveram mortes confirmadas). Distribuição de óbitos por municípios em MT Apesar dos registros, a SES afirma que não há indicativo de surto no estado. Os casos são monitorados pela Vigilância Epidemiológica, em articulação com municípios, Escritórios Regionais de Saúde e unidades de saúde. Vacinação A vacina contra outros tipos de meningite está disponível nos postos de saúde para crianças menores de 1 ano de idade. Ao todo, sete vacinas são recomendadas e estão disponíveis por meio do Sistema Único de Saúde (SUS): BCG: protege contra a meningite tuberculosa. Esquema vacinal: dose única (ao nascer). Vacina meningocócica C (conjugada): Protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C. Esquema vacinal: 1ª dose aos 3 meses de idade; 2ª dose aos 5 meses de idade e reforço aos 12 meses de idade. Vacina meningocócica ACWY (conjugada): Protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y. Esquema vacinal: uma dose em adolescentes de 11 e 12 de idade, a depender a situação vacinal. Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Esquema vacinal: 1ª dose aos 2 meses de idade; 2ª dose aos 4 meses de idade e reforço aos 12 meses de idade. A pneumocócica 23-valente (Polissacarídica): Protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Uma dose é suficiente para conferir proteção contra os sorotipos dos pneumococos contidos na vacina. Esquema vacinal: É disponibilizada para toda a população indígena acima de 5 anos de idade, sem comprovação da vacina pneumocócica 10-valente (Conjugada). Para a população a partir de 60 anos de idade (institucionalizada), a revacinação é indicada uma única vez, devendo ser realizada 5 anos após a dose inicial. A pneumocócica 13-valente (Conjugada): Protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Esquema vacinal: É disponibilizada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) para os seguintes grupos especiais: indivíduos maiores de 5 anos de idade, incluindo adultos nas condições de HIV/Aids, paciente oncológico, transplantados de órgãos sólidos e transplantados de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea). Pentavalente: Protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite Esquema vacinal: 1ª dose aos 2 meses de idade; 2ª dose aos 4 meses de idade e 3ª dose aos 6 meses de idade. A variante do tipo B da doença não tem vacina disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e a dose custa cerca de R$ 800 na rede particular. Quais os sintomas? A meningite pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. Por isso, nem todos os casos exigem as mesmas medidas de controle. As ações dependem da investigação epidemiológica e da identificação do agente causador. Em nota, a prefeitura do município informou que acompanha o caso em tempo real e orientou que as famílias observem atentamente, nas próximas horas e dias, o surgimento dos seguintes sintomas nas crianças: febre alta súbita dor de cabeça intensa vômitos rigidez ou dor no pescoço sonolência excessiva ou dificuldade para acordar irritabilidade incomum confusão ou alteração de comportamento sensibilidade à luz manchas avermelhadas ou roxas na pele convulsões Segundo a SES-MT, em crianças pequenas, sinais como irritabilidade, choro persistente e recusa alimentar também devem ser observados. Caso a criança apresente sinais importantes, a orientação é que seja procurado imediatamente uma unidade de saúde. O que é meningite? Conforme o Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. As meningites virais e bacterianas são as de maior importância para a saúde pública, considerando a magnitude de sua ocorrência e o potencial de produzir surtos. Ainda de acordo com o órgão, no Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, ou seja, casos são esperados ao longo de todo o ano, com ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. As meningites bacterianas são mais comuns no outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e no verão. Por ser uma doença grave e contagiosa, a meningite pode provocar sequelas e até mesmo a morte. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. Recomendações A principal orientação da SES é manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente vacinas contra meningite C e contra os tipos A, C, W e Y nas unidades básicas de saúde. A secretaria também orienta a população a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e confusão mental. Por fim, a SES alerta para evitar a automedicação e o uso de antibióticos sem orientação médica. A pasta informou que continuará monitorando os casos e prestando apoio aos municípios.

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