Folha de S.Paulo
Até que se saiba melhor o que acontece com a vacina contra a dengue produzida pelo Butantan , é preciso mesmo seguir os protocolos, suspender a imunização e investigar os casos de efeitos adversos graves e óbitos. É exatamente isso que as autoridades estão fazendo. Ponto para elas. A pior coisa que poderiam fazer seria varrer o problema para debaixo do tapete. Aritmeticamente, até faria sentido. Se a relação causal entre as duas mortes em investigação e a vacina for mesmo confirmada -o que ainda não aconteceu-, seus benefícios ainda seriam superiores aos estragos causados pela dengue no Brasil. Os dois óbitos entre os 500 mil imunizados até agora representam uma letalidade de 0,0004%, ou 4 mortes por milhão. Num ano tido como controlado, como foi 2025, o risco combinado de um brasileiro contrair dengue, desenvolver um quadro grave e morrer foi de 8 por milhão. Mas, num ano epidêmico, como foi 2024, essa taxa sobe para 30 por milhão. Leia mais (06/09/2026 - 14h25)
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