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Presidente do PT evita criticar decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa a pedido de Flávio Bolsonaro: ‘Deve ter fundamento’ | Collector
Presidente do PT evita criticar decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa a pedido de Flávio Bolsonaro: ‘Deve ter fundamento’

Presidente do PT evita criticar decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa a pedido de Flávio Bolsonaro: ‘Deve ter fundamento’

O presidente do PT e coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, evitou criticar nesta terça-feira a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de determinar a suspensão da circulação da pesquisa AtlasIntel que apontou desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação das cobranças feitas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, acolheu os argumentos da defesa e identificou “possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”. O plenário da Corte vai analisar a decisão em sessão na noite desta terça-feira. — Se ele tomou essa decisão, ele deve ter fundamentos. Nós respeitamos. Decisão do Judiciário não se debate, se respeita. Temos muito respeito pelo ministro Nunes Marques. Temos certeza de que ele vai conduzir o processo eleitoral da melhor forma possível. Vamos sempre acatar aquilo que o TSE decidir e o que o presidente do TSE expressar em suas decisões. O partido realiza nesta terça-feira em Brasília um seminário para discutir a reforma do Judiciário. Edinho negou que o partido vá propor a adoção de mandatos para ministros de Cortes superiores. — Não acho que seja prioridade. Não acho mesmo. O que é prioridade é essa aproximação. Existe um sentimento da sociedade civil de distanciamento, não só do Poder Judiciário. Olha a crise que estamos vivenciando no Congresso. Por isso defendemos não só uma reforma do Judiciário, mas uma reforma político-eleitoral — disse Edinho, que defendeu a necessidade de propor medidas que possam aproximar o Judiciário da sociedade. Lula já defendeu a instituição de mandatos para ministros de Cortes superiores em diferentes momentos de sua trajetória. Em 2013, depois da condenação de petistas como José Dirceu e José Genoino no escândalo do mensalão, Lula afirmou: — Se tudo nesse país pode ser renovado, por que um juiz tem que ficar a vida inteira? Não tem necessidade. Tem que ter mandato em tudo que é lugar. A vantagem é que vai ter uma alternância. Em fevereiro deste ano, em entrevista ao Portal Uol, Lula relembrou que a instituição de um mandato para ministros da Suprema Corte estava prevista no programa de governo quando Fernando Haddad disputou a Presidência em 2018. — Eu acho que nada está livre de mudanças. Durante a campanha do Haddad em 2018, estava um mandato para o STF. Eu acho que vamos discutir isso, porque não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75 anos, é muito tempo. Eu acho que pode ter um mandato — disse, na ocasião. O seminário desta terça-feira servirá para dar subsídios para o partido elaborar uma proposta de reforma do Judiciário. Em seguida, segundo Edinho, essa proposta será apresentada para a campanha, que pode incorporá-la ou não. O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), afirmou, em entrevista ao GLOBO no fim do mês passado, que a campanha à reeleição de Lula vai tratar de uma reforma no Judiciário diante do diagnóstico de que há uma "confusão institucional". — Barraram o (Jorge) Messias (ao STF) para utilizar isso como parte de uma querela entre Legislativo e Executivo. Tem coisas que estão disfuncionais. O Brasil precisa de uma reforma do sistema político-judicial. A campanha do presidente Lula tratará disso — afirmou Boulos, que tem participado do núcleo das reuniões sobre os rumos da pré-campanha de Lula — declarou.

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