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Investigador-chefe e ex-estagiário do MP: quem são os presos por suspeita de ajudarem PCC a planejar morte de promotor | Collector
Investigador-chefe e ex-estagiário do MP: quem são os presos por suspeita de ajudarem PCC a planejar morte de promotor

Investigador-chefe e ex-estagiário do MP: quem são os presos por suspeita de ajudarem PCC a planejar morte de promotor

Na manhã desta terça-feira (9) foi deflagrada a operação Infiltrados, que cumpriu três mandados de prisão contra suspeitos de ajudarem no plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar um promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O plano foi frustrado pelas autoridades. Vídeo: chefe de investigadores da Polícia Civil de Campinas se reuniu com acusado de planejar morte de promotor 'Infiltrados': Ex-estagiário usava acesso ao sistema do MP-SP para encontrar e extorquir integrantes do PCC Os alvos da ação foram ex-chefe de investigação da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do MP-SP. Veja quem são: Investigador-chefe do Dise Maurício Aparecido de Oliveira é um dos presos. Ele foi chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, no interior de São Paulo. Ele estava trabalhando atualmente no 1º Distrito Policial de Campinas. O investigador chegou a se reunir com o empresário José Ricardo Ramos uma semana antes da deflagração da operação Pronta Resposta, de agosto de 2025, que desarticulou o plano do PCC de executar o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco. O encontro foi registrado em um vídeo obtido pelo Ministério Público. Nas imagens, Maurício, de camiseta branca, senta-se com o empresário José Ricardo Ramos, vestido de preto. O empresário é um dos principais acusados da execução do plano para matar o promotor de justiça Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas, e já está preso desde o ano passado. O teor da conversa entre os dois está sendo analisado pelos promotores. Chefe de investigadores da Polícia se reúne com acusado de planejar morte de promotor Ex-estagiário do MP-SP O outro preso é Gabriel Lira de Jesus. Segundo as investigações, o então estudante de Direito teria se infiltrado propositalmente na Promotoria Criminal de Campinas para obter acesso a sistemas internos e informações sigilosas. De acordo com o MP, Gabriel utilizava bancos de dados do Ministério Público paulista para identificar do PCC que tinham "elevado poder econômico". O ex-estagiário contava com o apoio de outros agentes públicos e teria usado as informações obtidas para extorquir criminosos, exigindo dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações. De acordo com o MP, ele teria pedido R$ 500 mil a um traficante para ajudá-lo antes de uma operação. Ex-policial civil O terceiro alvo de mandado de prisão na operação desta terça foi um ex-policial civil, que não teve o nome divulgado. Ele teria auxiliado o ex-estagiário no esquema de acesso a informações e extorsão de integrantes da facção. Mensagem do WhatsApp A investigação que levou à operação de hoje teve origem em agosto de 2025, durante o cumprimento de mandados de busca e prisão contra um traficante ligado ao PCC. Segundo o promotor de Justiça Marcos Tadeu Rioli, do MP-SP, o traficante afirmou que ele havia recebido, dois dias antes da prisão, uma mensagem exigindo o pagamento de R$ 500 mil para que seu caso não fosse encaminhado ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP-SP. A cobrança foi feita por WhatsApp, por meio de mensagens de visualização única. Embora o traficante tenha acabado preso, denunciado por tráfico de drogas e associação com o tráfico, a denúncia de extorsão levou o MP-SP a abrir uma investigação paralela para identificar quem havia tentado obter a vantagem financeira.

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