Jornal O Globo
Trabalhadores do setor de alimentos e bebidas do SoFi Stadium, na Região Metropolitana de Los Angeles, chegaram a um acordo provisório que deve evitar uma greve no estádio às vésperas da Copa do Mundo 2026. O local deve receber oito partidas das fases de grupo e eliminatórias do Mundial. Hoje na Copa: newsletter do GLOBO vai reunir jogos do dia, bastidores, altos e baixos do Mundial e um resumo da véspera Enclausurado e discreto: entenda como tem sido recuperação de Neymar para estrear na segunda rodada da Copa Segundo o canal americano NBC, o acordo entre os trabalhadores e a empresa Legends Global, responsável pelos serviços de alimentação da arena esportiva, foi firmado ontem, mas detalhes não foram divulgados. Os cerca de 2 mil profissionais — que incluem cozinheiros, funcionários de lanchonetes, atendentes e bartenders — reivindicam aumentos salariais e proteção contra a eliminação de postos de trabalho por uso de tecnologia. Um dos pontos mais sensíveis das discussões, porém, diz respeito a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas dos EUA (ICE) no plano de segurança da Copa. Segundo a Fox News, os trabalhadores exigem proteção e o direito de interromperem suas atividades caso a atuação do ICE gere um "temor razoável" pela segurança deles. Supercomputador de universidade britânica prevê campeão da Copa do Mundo depois de 10 mil simulações; veja estimativa A região de Los Angeles concentra alto número de imigrantes. Dirigentes sindicais relataram preocupação com a possibilidade de a Fifa compartilhar informações pessoais dos trabalhadores com o ICE. A entidade esportiva exige dos trabalhadores que atuam nas competições informações sensíveis como nacionalidade, endereço, números da Previdência Social americana e impressões digitais. Copa do Mundo no WhatsApp: receba as principais notícias no canal de Esportes do GLOBO; clique e acesse A greve foi aprovada por 96% dos votos dos trabalhadores em assembleia na semana passada. — Mesmo após a ratificação, eles continuarão tendo o direito de fazer greve se o ICE ou o DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA) ameaçarem sua segurança — afirmou em entrevista à Fox o copresidente do sindicato dos trabalhadores, Kurt Petersen.
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