Jornal O Globo
Caramelos cariocas são as estrelas de uma reportagem publicada no site do jornal The New York Times no contexto de uma “guerra” para lá de curiosa: qual a origem dos cães mais charmosos da praça? A questão é que autoridades mexicanas resolveram classificar os caramelos como uma raça típica do México. Não demorou até que brasileiros de todos os cantos se manifestassem nas redes reivindicando. Só ma publicação do NYT a respeito em uma rede social eram mais de 2,5 mil comentários, a maior parte de brasileiros indignados: "Se ainda fosse caramelito poderíamos até hablar sobre isso", disse uma seguidora. "CARAMELO IS BRAZILIAN", escreveu outro, assim mesmo, em caixa alta. Teve quem trata-se o caso como incidente diplomático: "Isso aí é problema de nível diplomático, gravíssimo", escreveu uma internatura, em tom de brincadeira, claro. Gisele, a caramelo 'carioca' de 14 anos Arquivo Pessoal Teve até mexicano reconhecendo a nossa primazia, pelo menos em relação ao termo usado para se referir ao cão: "Para ser honesto, no México ós nunca chamamos eles de 'caramelos'. Aqui são chamados de 'solovinos', logo o termo “caramelo” é realmente uma coisa brasileira". No site do New York Times, estão lá as fotos da caramelo Tiana, num parque carioca; Madâ e sua tutora; além de Mel, Samba, Zico e Madonna. Para cariocas, claro, não há dúvidas de que a raça não é apenas brasileira, mas carioquíssima. Moradora de Botafogo, a jornalista e narradora de audiolivros Marta Ramalhete é tutora de Gisele, uma simpática caramelo de 14 anos: — Ela foi encontrada abandonada em Minas Gerais lá onde meu irmão morava na ocasião. Ela veio para o Rio e passou a ser uma legítima carioca. É uma companheira para todas as horas. E é claro que ela é uma caramelo brasileira, né? Porque o caramelo é um símbolo nacional nosso. Não é mexicano! — brinca Marta.
Go to News Site