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O príncipe Harry voltou a falar sobre a importância do esporte em sua trajetória pessoal e profissional. Reconhecido pela revista TIME como uma das 100 pessoas mais influentes do esporte em 2026, o Duque de Sussex aproveitou a ocasião para refletir sobre o papel que as atividades esportivas desempenharam em sua vida desde a infância e sobre o legado dos Jogos Invictus, iniciativa criada por ele para militares e veteranos feridos. Aos 41 anos, Harry foi incluído na prestigiada lista ao lado de grandes nomes do esporte mundial, como LeBron James, Lionel Messi e Alysa Liu. O reconhecimento destaca seu trabalho à frente dos Jogos Invictus, competição internacional voltada para militares e ex-militares que enfrentaram ferimentos físicos ou psicológicos durante o serviço. Durante a entrevista concedida à publicação, Harry revelou que o esporte teve um papel decisivo em seus anos escolares. Segundo ele, as atividades físicas eram um dos principais fatores que o mantinham motivado a frequentar a escola. Revistas Newsletter "O esporte me manteve firme", disse o príncipe Harry, que cresceu jogando rúgbi, futebol, críquete e polo. Ao recordar a adolescência, ele admitiu que não tinha grande interesse pela rotina acadêmica e que os esportes foram essenciais para sua permanência nos estudos. "Eu era um daqueles alunos na escola que não gostava das aulas. Se não fosse pelo campo de esportes e pela quantidade de modalidades esportivas oferecidas, eu jamais teria continuado na escola", acrescentou. O príncipe Harry joga polo em julho de 2004 GettyImages A relação de Harry com o esporte se fortaleceu ainda mais durante sua passagem pelo Exército Britânico. O príncipe serviu por cerca de dez anos nas Forças Armadas e participou de duas missões no Afeganistão. Foi justamente após deixar o serviço militar que surgiu a inspiração para criar os Jogos Invictus. Em 2013, ele participou dos Jogos de Guerreiros, competição organizada pelo Comitê Olímpico dos Estados Unidos para militares feridos. Ao testemunhar o impacto positivo que o esporte exercia sobre a recuperação física e emocional dos participantes, Harry percebeu que uma iniciativa semelhante poderia beneficiar veteranos de diversos países. Príncipe Harry Getty Images “Pensei: 'Nossa, veja o poder do esporte, veja como ele está literalmente mudando vidas diante dos meus olhos'”, disse ele, segundo a revista TIME. “Para mim, ficou muito claro. Vamos convidar o máximo de países possível para tornar isso internacional, porque é evidente que mais países precisam se beneficiar disso.” A ideia deu origem aos Jogos Invictus, cuja primeira edição foi realizada em Londres, em 2014. Desde então, o evento se tornou uma das principais competições esportivas voltadas para a reabilitação e inclusão de militares e veteranos. Ao longo dos anos, os Jogos passaram por diversas cidades ao redor do mundo, incluindo Orlando, Toronto, Sydney, Haia, Düsseldorf e Vancouver-Whistler. Em cada edição, centenas de competidores têm a oportunidade de participar de modalidades adaptadas, fortalecendo a recuperação física e emocional por meio do esporte. Príncipe Harry Reprodução/Instagram A próxima edição está marcada para 2027 e será realizada em Birmingham, no Reino Unido. A expectativa é reunir cerca de 550 atletas de aproximadamente 25 países. Antes disso, Harry deverá retornar ao país para participar dos eventos que marcarão a contagem regressiva de um ano para a competição. Mesmo após mais de uma década de existência, o duque acredita que os Jogos Invictus ainda têm potencial para crescer. Entre seus planos está a possibilidade de ampliar a duração do evento e alcançar um número ainda maior de participantes e comunidades. Para ele, os resultados vão muito além das medalhas e das disputas esportivas. "Uma coisa que realmente celebramos no Invictus é que não apenas mudamos vidas, mas também salvamos vidas", disse ele à TIME. "Isso se baseia na quantidade de pessoas que vêm até mim e dizem: 'Se não fosse pelo Invictus, eu teria me matado'." Harry destacou que um dos aspectos mais marcantes da iniciativa é o forte senso de comunidade criado entre os participantes, familiares e apoiadores. “Estar no meio dessa comunidade, esses são os momentos que eu mais valorizo”, acrescentou. “A gente deseja que toda sociedade, toda comunidade, tivesse essa mesma energia.” Em ocasiões anteriores, o príncipe já havia demonstrado orgulho ao falar da trajetória dos Jogos Invictus. Durante as celebrações dos dez anos da competição, ele ressaltou que jamais imaginou que o projeto alcançaria tamanha dimensão internacional. "É incrível como, depois de 10 anos, ainda estamos fazendo isso, como ainda precisamos fazer isso. Continuaremos com os Jogos enquanto for necessário, e a necessidade está aumentando, em vez de diminuir. Então, o fato de haver um ciclo completo de volta em 2027, de volta ao Reino Unido, é algo que eu nunca imaginei que alcançaríamos." Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!
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