Revista Oeste
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue gradualmente a escala 6x1 chega ao Senado Federal cercada pela expectativa de aprovação e pela avaliação de que uma resistência aberta ao texto pode gerar desgaste político para parlamentares em ano eleitoral. Em conversa com Oeste , um senador da base governista afirmou que o Planalto está confiante no avanço da proposta e que vê pouco espaço para uma mobilização capaz de barrar sua tramitação. Segundo ele, o cenário observado na Câmara dos Deputados tende a se repetir no Senado. “Os senadores não vão ter coragem de votar publicamente contra uma medida que tem o apoio de 70% da população em um ano eleitoral”, afirmou. A percepção ganhou força com a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados, movimento que ampliou a pressão sobre o Senado para dar continuidade à tramitação. Nos bastidores, aliados do governo afirmam que muitos parlamentares passaram a enxergar a proposta como uma pauta eleitoralmente vantajosa, e não apenas como uma bandeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cálculo político leva em conta um dado relevante: 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa nas eleições de 2026, cenário que aumenta a sensibilidade dos parlamentares a temas com grande repercussão junto à opinião pública. Lula e Davi Alcolumbre se cumprimentam em encontro | Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal Alcolumbre sob pressão pela PEC da escala 6x1 Um senador petista ouvido por Oeste afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), "tem que ser homem" para arcar com o custo eleitoral de conter o avanço da proposta na Casa. “Uma coisa é derrubar o Messias", disse o parlamentar ligado a Lula, em relação à rejeição da maioria dos senadores à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, movimento tido como derrota pessoal para o presidente da República. "Outra é ir contra uma medida popular por discordância política.” A avaliação predominante entre governistas é que qualquer tentativa de retardar ou bloquear a tramitação da PEC pode ser explorada politicamente pelos defensores da proposta. + Leia mais notícias exclusivas na coluna No Ponto Embora integrantes da oposição defendam alterações no texto e apontem possíveis impactos econômicos, o governo trabalha para preservar os principais pontos aprovados pela Câmara. No Planalto, a expectativa é que o Senado mantenha o ritmo observado entre os deputados. A avaliação é que rejeitar a PEC ou impor obstáculos relevantes ao seu avanço pode representar um desgaste político difícil de administrar a menos de quatro meses da eleição que definirá a renovação de dois terços da Casa. Mesmo assim, Alcolumbre, conforme revelou Oeste , cancelou a reunião de líderes que definiria o roteiro da proposta na Casa, prevista para esta terça-feira, 9. Até a definição da presidência do Senado, o texto segue parado. O post Governistas avaliam que barrar a 6×1 vai ter alto custo político para Alcolumbre apareceu primeiro em Revista Oeste .
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