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Saiba quem é Amauri Silveira Filho, promotor que se tornou alvo de plano de assassinato do PCC | Collector
Saiba quem é Amauri Silveira Filho, promotor que se tornou alvo de plano de assassinato do PCC

Saiba quem é Amauri Silveira Filho, promotor que se tornou alvo de plano de assassinato do PCC

Alvo de um plano de assassinato frustrado no ano passado, o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho construiu sua carreira investigando o crime organizado, esquemas de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e corrupção policial. Ao longo da trajetória, esteve à frente de investigações que atingiram integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), policiais civis suspeitos de corrupção e agentes públicos envolvidos em esquemas criminosos. Infiltrados 1: Ex-estagiário usava acesso ao sistema do MP-SP para encontrar e extorquir integrantes do PCC Infiltrados 2: Investigador-chefe, ex-policial e ex-estagiário do MP-SP são presos por suspeita de ajudar plano do PCC de matar promotor Integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas há mais de duas décadas, um dos casos mais emblemáticos de que participou foi o escândalo da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), empresa de saneamento de Campinas. A investigação revelou um esquema de fraudes em licitações, direcionamento de contratos e pagamento de propinas que teve repercussão nacional e atingiu empresários, servidores e agentes políticos da região. Amauri também participou de uma investigação que desarticulou uma rede formada por policiais civis e traficantes ligados a Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, apontado como um dos principais líderes do crime organizado no interior paulista. O caso resultou na prisão de delegados, investigadores e outros policiais acusados de fornecer proteção a criminosos. A atuação colocou o promotor na mira de organizações criminosas e, em 2013, ele recebeu uma carta com ameaças de morte acompanhada de fotografias de familiares, endereços e informações sobre sua rotina. Nos últimos anos, Silveira Filho passou a concentrar sua atuação na Operação Linha Vermelha, considerada uma das mais amplas investigações já conduzidas pelo Gaeco contra o braço financeiro do PCC. A apuração mira empresários, doleiros, operadores financeiros e integrantes da facção suspeitos de movimentar centenas de milhões de reais por meio de empresas de fachada, transportadoras, postos de combustíveis, negócios imobiliários e contas utilizadas para ocultar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas. Foi justamente durante esse trabalho que o Ministério Público descobriu, em 2025, um plano atribuído à cúpula da organização criminosa para assassinar o promotor. Segundo as investigações, empresários ligados ao grupo teriam financiado veículos, armamentos, imóveis de apoio e a contratação de executores para monitorar e emboscar Silveira Filho. A Operação Pronta Resposta, deflagrada em agosto de 2025, revelou que integrantes da facção realizavam levantamentos sobre a rotina do promotor e discutiam formas de executar o atentado. O grupo investigado incluía empresários apontados como responsáveis pela lavagem de dinheiro do PCC e integrantes com ligação direta com a estrutura financeira da facção. As investigações mais recentes indicam que o plano de assassinato pode ter se cruzado com um esquema de vazamento de informações e extorsão envolvendo agentes públicos. A Operação Infiltrados, deflagrada nesta terça-feira, apura justamente se pessoas com acesso a sistemas oficiais compartilhavam dados sigilosos com integrantes do crime organizado e mantinham contato com investigados envolvidos no plano para matar o promotor.

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