Jornal O Globo
A busca pelas figurinhas exclusivas da Copa do Mundo de 2026 distribuídas pela Coca-Cola em parceria com a Panini tem provocado uma situação inusitada em supermercados brasileiros. Nas últimas semanas, consumidores passaram a compartilhar nas redes sociais imagens de garrafas sem os rótulos promocionais ou com sinais de violação, levantando suspeitas de que os cromos estejam sendo retirados antes da compra. A Copa é Pop: De Springsteen a Sinatra, as joias de Nova Jersey Romário, Ana Thaís, Paulo André: veja o time de colunistas para contar a Copa do Mundo no GLOBO Copa do Mundo no WhatsApp: Receba as principais notícias no canal de Esportes do GLOBO; clique e acesse Os registros vêm sendo feitos em diferentes estados. Em uma das publicações que circularam no X, um usuário mostrou uma garrafa cujo rótulo havia sido parcialmente arrancado e afirmou que alguns mercados já estariam utilizando fita adesiva para tentar evitar novas ocorrências. Em outra postagem, é possíeel ver prateleiras com embalagens aparentemente violadas. Initial plugin text A repercussão chegou ao ponto de supermercados adotarem avisos aos clientes. Na cidade de Brusque, em Santa Catarina, uma unidade da rede Archer afixou um comunicado na seção de refrigerantes pedindo que consumidores não retirassem os rótulos das embalagens. Initial plugin text Já outro vídeo que viralizou nas redes mostrou dezenas de garrafas sem os adesivos promocionais, sob a justificativa de que "o povo levou as figurinhas". Initial plugin text Procurada pelo GLOBO, a Coca-Cola afirmou que a retirada dos rótulos sem a aquisição dos produtos participantes "está em desacordo com o regulamento da promoção" e destacou que os pontos de venda têm autonomia para adotar as medidas que considerarem adequadas, de acordo com suas políticas internas. A companhia informou ainda que as promoções são desenvolvidas para proporcionar experiências positivas aos consumidores e parceiros. 'Dá ruim para mim depois': Com bom-humor, Ibañez não revela se está treinando como lateral ou como zagueiro Já a Panini, responsável há décadas pelo álbum oficial do torneio, disse que não comentaria o assunto e orientou a reportagem a procurar a própria fabricante do refrigerante. Nos bastidores, varejistas acompanham o assunto sem demonstrar preocupação significativa. Uma fonte do setor ouvida pelo GLOBO afirmou que ainda não houve alertas internos relevantes nem registros formais capazes de indicar um problema generalizado nas lojas. Segundo esse relato, os casos têm sido encarados como situações pontuais, sem necessidade de medidas extraordinárias neste momento. Newsletter do Globo na Copa: Hoje na Copa vai reunir jogos do dia, bastidores, altos e baixos do Mundial e um resumo da véspera Responsável pelo setor de bebidas do Supermercados Mundial, Rodrigo Castro afirmou que a rede registrou apenas ocorrências isoladas. Segundo ele, a procura pelos produtos promocionais tem sido elevada, repetindo o sucesso de campanhas anteriores ligadas à Copa do Mundo. — Tivemos situações muito pontuais, nada que tenha gerado impacto relevante nas lojas ou preocupação maior. Tanto o Mundial quanto a própria Coca-Cola acompanham de perto a operação nas lojas — afirmou. Castro acrescentou que, quando casos isolados são identificados, a fabricante possui procedimentos para reposição e troca dos rótulos promocionais, evitando desperdícios e reduzindo eventuais impactos para os consumidores.
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