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Atraso no pagamento de prestadores de serviço pode paralisar atendimento no PSM da 14 Três hospitais que prestam atendimento especializado para pacientes do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14 de Março, estão com serviços suspensos em áreas como neurocirurgia, traumatologia e ortopedia em Belém. A interrupção ocorre em meio à falta de repasses da Prefeitura, que também estaria afetando o setor de diagnóstico por imagem da unidade. A unidade vem enfrentando uma crise com pediatras sem receber salários e mortes devido à falta de neurocirurgiões. A denúncia foi feita por uma servidora do pronto-socorro, que teve a identidade preservada pela reportagem. Ela relatou o fechamento de portas importantes da rede de saúde municipal por atraso no pagamento da Prefeitura a empresas contratadas. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Segundo a denúncia, o sistema usado para emissão de laudos foi cancelado, o que impede a liberação dos resultados de exames. Há ainda a ameaça de desligamento de equipamentos de tomografia, raio-X e eletro por falta de pagamento. Pacientes aguardam nos corredores no setor de neurocirurgias no 'PSM da 14 de Março', em Belém. Reprodução / Arquivo Pessoal O PSM da 14 de Março é a principal porta de entrada da urgência e emergência em Belém e recebe pacientes da capital, do interior do Pará e até de outros estados. A alta demanda, no entanto, contrasta com a redução da capacidade de atendimento, especialmente nas áreas especializadas que dependem de hospitais terceirizados. Familiares de pacientes relatam dificuldades para conseguir transferência e continuidade do tratamento. Gabriel, filho de uma mulher internada com aneurisma e hemorragia, afirma que a mãe precisa de vaga com neurocirurgia, mas segue sem conseguir encaminhamento. Segundo ele, a paciente sente muitas dores enquanto a família tenta resolver a situação por conta própria. Outra denúncia é a de Carla, esposa de um homem que sofreu um acidente vascular cerebral. Ela afirma que a transferência determinada pela Justiça ainda não foi cumprida. A família diz que o quadro do paciente só piora e pede urgência na remoção para cirurgia. CRM-PA aponta falhas no PSM da 14 de Março, em Belém. Reprodução / CRM-PA A Defensoria Pública da União (DPU) informou que já existe uma ação civil pública em andamento, junto ao Ministério Público Federal, sobre problemas históricos no PSM da 14 de Março. Para o órgão, a situação vem se repetindo ao longo de diferentes gestões, sem solução efetiva, e novas denúncias mostram que o problema vai além da estrutura física do prédio. Segundo o defensor público da União Felipe Moura, o caso pode avançar para a esfera criminal. Ele afirmou que a Defensoria já avalia pedir medidas contra agentes públicos envolvidos, diante da gravidade das falhas no funcionamento da rede. Até esta quarta-feira (10), a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) não se manifestou sobre as denúncias. Enquanto isso, familiares seguem pressionando por atendimento, com relatos de angústia, abandono e medo de que a demora agrave ainda mais o estado de saúde dos pacientes. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia mais notícias do estado no g1 Pará
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