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Drones desafiam esquema de segurança dos EUA na Copa do Mundo REUTERS/Jair F. Coll Os responsáveis pelo planejamento de segurança da Copa do Mundo nos Estados Unidos se preparam para que os drones representem uma das ameaças mais complexas do torneio. Autoridades norte-americanas buscam proteger estádios, áreas de concentração de torcedores, hotéis das equipes, centros de treinamento e rotas de transporte em várias cidades e jurisdições dos Estados Unidos. Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Executivos do setor afirmam que a preocupação se dá desde torcedores em busca de imagens para as redes sociais até possíveis ações de vigilância capazes de monitorar movimentações de equipes, padrões de segurança e áreas restritas. Em contraponto aos EUA, México "abre as portas" para a Copa do Mundo Melissa Swisher, diretora de receitas da SkySafe, uma empresa de detecção de drones e segurança do espaço aéreo, disse que aeronaves baratas “mudaram fundamentalmente” o planejamento de segurança para grandes eventos esportivos, pois podem entrar em áreas restritas antes que as autoridades consigam reagir. “Um drone de mil dólares que voa a 65 a 70 km/h pode percorrer 3 km em menos de três minutos”, declarou Swisher à Reuters. “Quando alguém o avista, já é tarde demais.” LEIA MAIS Com novo formato, Copa do Mundo de 2026 terá 104 partidas: veja quantos jogos cada país receberá Política restritiva de vistos patrocinada por Trump afasta turistas da Copa e abala setor hoteleiro nos EUA Swisher disse que o uso mais provável durante a Copa do Mundo pode ser a vigilância, em vez de uma aeronave carregando uma carga útil. Os drones poderiam ser usados para estudar padrões de segurança, monitorar os movimentos das equipes ou obter imagens não autorizadas. Outros podem ser pilotados por amadores, pela mídia ou por torcedores que não entendem as restrições temporárias de voo, segundo ela. Os drones podem contornar a segurança convencional dos estádios, como postes de bloqueio, magnetômetros e perímetros ampliados para pedestres, disse Tom Adams, diretor de segurança pública da empresa de combate a drones DroneShield e ex-agente do FBI. “Você tem algo que pode superar todas essas medidas de segurança tradicionais e passar direto por cima de tudo”, disse Adams. “Em muitos casos, é apenas uma pessoa descuidada e desinformada que quer tirar uma foto legal para postar em sua página nas redes sociais.” Empresas especializadas em combate a drones estão trabalhando com órgãos de segurança pública e autoridades policiais para construir redes de detecção ao redor dos locais dos torneios. A SkySafe afirmou que seus sensores podem identificar sinais de drones, rastrear trajetórias de voo e, quando possível, localizar o operador. A DroneShield está apoiando uma implantação na região de Kansas City liderada pela polícia e parceiros regionais para ajudar a detectar drones em várias jurisdições. Os executivos afirmaram que derrubar drones raramente é uma opção simples em meio a multidões, pois os destroços podem colocar os espectadores em risco. Identificar o operador pode ser a resposta mais segura quando um drone parece estar coletando informações, em vez de representar uma ameaça física imediata. O governo Trump teria gasto US$250 milhões desde dezembro para ajudar as cidades-sede dos EUA a lidar com ameaças de drones. O financiamento, distribuído pela Agência Federal de Gestão de Emergências a 11 Estados-sede e a Washington, D.C., tem como objetivo ajudar a rastrear e mitigar aeronaves não autorizadas. Nos dias de jogo, aviões e drones serão proibidos em um raio de 4,8 km dos estádios e até 900 metros de altitude, de acordo com as restrições da Administração Federal de Aviação.
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