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Fifa credencia jornalista francês preso na Argélia para a Copa do Mundo e pressiona pela sua libertação | Collector
Fifa credencia jornalista francês preso na Argélia para a Copa do Mundo e pressiona pela sua libertação

Fifa credencia jornalista francês preso na Argélia para a Copa do Mundo e pressiona pela sua libertação

A Fifa decidiu credenciar o jornalista francês Christophe Gleizes para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, em uma iniciativa vista como um gesto de apoio ao profissional, que permanece preso na Argélia há dois anos. A informação foi publicada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que coordena o comitê de apoio ao jornalista e vem defendendo sua libertação. 'Sem conformidade com o estatuto': Ex-presidente da Fifa, Blatter detona relação de Infantino e Trump E mais: Irã ameaça abandonar jogos da Copa do Mundo em caso de protestos políticos nos estádios Colaborador da revista So Foot, Gleizes recebeu a autorização para cobrir o torneio mesmo estando detido na prisão de Koléa, a oeste de Argel. A decisão da entidade máxima do futebol mundial também representa uma manifestação pública de apoio ao repórter. A expectativa de familiares e apoiadores é que a mobilização internacional aumente a pressão sobre as autoridades argelinas e contribua para a concessão de um eventual indulto pelo presidente Abdelmadjid Tebboune. A decisão ocorre em meio a críticas que a entidade em recebendo, depois de os Estados Unidos imporem dificuldades para a entrada de jornalistas de diferentes partes do mundo, com vistos negados, além de outros profissionais de determinados países, como jogadores de seleções e até o árbitro somali Omar Artan, que foi barrado na entrada do país e cortado do quadro da competição poucas horas depois. Parentes de Gleizes e o RSF agradeceram à entidade e acreditam que a medida pode ajudar na sua libertação. A Argélia disputa a Copa do Mundo e joga a sua primeira partida contra a atual campeã, Argentina. "Lembramos que ele é um jornalista esportivo e nada mais que um jornalista esportivo. Esta situação interminável é devastadora para nós. Somos muito gratos à FIFA por este gesto, mas, acima de tudo, apelamos mais uma vez ao Presidente Tebboune para que conceda clemência, para que Christophe possa recuperar sua liberdade, sua família e seu trabalho como jornalista esportivo o mais rápido possível. Estamos convencidos: sua libertação é do interesse de todos", celebraram ao Repórteres Sem Fronteiras Sylvie e Francis Godard, país do jornalista. O RSF reforçou os agradecimentos e pediu que o torneio sirva como palco para o protesto de outros profissionais da imprensa contra a prisão do repórter. "Isso reforça que este jornalista esportivo e especialista em futebol pertence aos estádios e à tribuna de imprensa desta grande competição mundial, e não à prisão. Agradecemos à FIFA por este gesto e a todos que o tornaram possível. Conclamamos todos os jornalistas que cobrem esta competição a transmitirem nosso apelo pela libertação de Christophe em cada partida, todos os dias, até o fim", declarou Thibaut Bruttin, diretor executivo do Repórteres Sem Fronteiras. Entenda o caso Gleizes, de 37 anos, foi preso em 28 de maio de 2024, quando iniciava uma reportagem sobre a Jeunesse Sportive de Kabylie, um dos clubes de futebol mais tradicionais da região de Tizi Ouzou, na Argélia. Inicialmente colocado sob supervisão judicial, ele acabou sendo condenado em 29 de junho de 2025 a sete anos de prisão. A Justiça argelina o considerou culpado pelos crimes de “apologia ao terrorismo” e “posse de publicações com o propósito de propaganda prejudicial ao interesse nacional”. A sentença foi mantida em segunda instância em 3 de dezembro de 2025. Segundo as autoridades locais, as acusações estão relacionadas a entrevistas realizadas pelo jornalista com pessoas ligadas ao Movimento pela Autodeterminação da Cabília (MAK), organização considerada clandestina pelo governo argelino. O caso provocou reações de entidades de defesa da liberdade de imprensa e organizações internacionais, que contestam a condenação e defendem que o trabalho realizado por Gleizes estava vinculado exclusivamente ao exercício da atividade jornalística.

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