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‘Não sabemos vender esse orgulho do agronegócio’, diz ex-ministro da Agricultura
Revista Oeste

‘Não sabemos vender esse orgulho do agronegócio’, diz ex-ministro da Agricultura

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirmou que os brasileiros ainda não sabem valorizar nem comunicar adequadamente a importância do agronegócio para o país. Ele deu a declaração nesta quinta-feira, 4, durante participação no programa Arena Oeste , apresentado por Adalberto Piotto. https://www.youtube.com/watch?v=RI9uKVbAn7o&list=PLa6ZAwmKhIlqh2qbF0E28ckA6AjDm8Q0e&index=1&t=3999s "O italiano tem orgulho do presunto de parma, o francês do champanhe, o holandês da flor e o alemão da batata", afirmou o ex-ministro, ao citar os brasileiros. + Leia mais notícias de Agronegócio em Oeste Segundo o especialista, o continente europeu se orgulha do campo pois sabe reconhecer a importância da agricultura para a população em momentos de crise. Rodrigues afirmou que, em época de inverno, por exemplo, a população respeita o trabalho do produtor rural por não deixar faltar comida nas cidades. "A agricultura nos países europeus teve de ser feita em seis meses para garantir a vida dos cidadãos", explicou o ex-ministro. "Lá, o conceito de que agro é vida está na alma das pessoas." Rodrigues se formou em engenharia agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) no ano de 1965. Em 1993, assumiu a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo , onde atuou para institucionalizar o setor agrícola. No ano de 2003, Rodrigues recebeu um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o Ministério da Agricultura. Aceitou, mas deixou o cargo três anos depois. Durante esse período, Rodrigues também ajudou a fundar a Associação Brasileira de Agronegócio (Abag), entidade responsável por representar o setor em todas as etapas da cadeia produtiva. O engenheiro agrônomo é um dos fundadores da Agrishow, a maior feira agrícola da América Latina. "Aqui, no Brasil, a agricultura é vista como algo fácil de fazer, que qualquer um vai lá e planta", afirmou o especialista em agricultura. "Não! É uma luta diária contra o sol, contra a chuva, contra a seca, contra a inundação, contra o banco e contra o governo." Dados do agronegócio brasileiro Segundo o engenheiro agrônomo nascido em Cordeirópolis, no interior de São Paulo, o Brasil era um grande importador de comida 50 anos atrás. Nesse contexto, o governo militar decidiu criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para explorar as riquezas naturais do país. O órgão adotou a pesquisa e a tecnologia como pilares fundamentais da transformação e enviou milhares de técnicos ao exterior para que adquirissem conhecimento. De volta ao Brasil, adaptaram os estudos para as características locais e, gradativamente, começaram a transformar o país em uma potência alimentar. "Hoje, exportamos para 200 países, alimentando 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo", afirmou Rodrigues. "Ninguém fez isso. A base foi ciência. Tecnologia gerada pela Embrapa." Na safra 2025/2026, o Brasil realizou a maior safra de grãos da sua história, com mais de 350 milhões de toneladas colhidos. Carro-chefe do agronegócio brasileiro, a soja respondeu por 180 milhões de toneladas do volume total. Leia mais: "Preço dos alimentos deve subir 7% com guerra e El Niño" O post ‘Não sabemos vender esse orgulho do agronegócio’, diz ex-ministro da Agricultura apareceu primeiro em Revista Oeste .

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